Diferente dos juros simples, que leva em conta apenas o capital inicial, um investimento com rentabilidade calculada a partir de juros compostos considera o valor total investido somado à aplicação dos juros acumulados no período. Assim, com o passar do tempo, esse investimento apresentará um crescimento no saldo cada vez maior, visto que o cálculo é exponencial.
Como calcular juros compostos
Com esse cálculo, é possível entender quais as melhores opções de investimento e também de compras para a realidade de cada investidor ou consumidor. Diferente do juros simples, em que é necessário calcular os juros e depois somar ao dinheiro aplicado, a fórmula dos juros compostos é:
M = C (1+i)^t
Em que:
● M = montante (resultado)
● C = capital inicial
● i = taxa de juros aplicada
● t = tempo (duração do investimento)
Por exemplo, se um investidor aportou R$ 500,00 em uma aplicação com rendimento de 3% ao mês e deixou esse valor investido por 12 meses, o cálculo seria:
M = 500 (1 + 0,03)¹²
M = 712,88
Isso significa que, em 12 meses, o investimento rendeu R$ 212,88 e passou de R$ 500,00 para R$ 712,88. E isso sem considerar investimentos adicionais realizados ao longo desse período.
Para efeitos de comparação, com o juros simples, seria necessário fazer o cálculo pela multiplicação do capital inicial, a taxa de juros aplicada e o tempo de investimento, ou seja, a conta seria J = C.i.t, resultando em um adicional de R$ 180. Com esse resultado, no final da aplicação, o dinheiro renderia R$ 500 somados aos juros de R$ 180 (M = C + J), totalizando R$ 680, menos que na aplicação com juros compostos.