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Educação Financeira

É jovem e quer investir? Confira 6 dicas para começar

Começar a investir desde cedo pode trazer vantagens a longo prazo, desde que o jovem tome certos cuidados

É jovem e quer investir? Confira 6 dicas para começar
Universitários, que ainda estão juntando o seu dinheiro, também podem realizar aplicações.(Foto criada por karlyukav - br.freepik.com)
  • Investir desde cedo pode ser uma boa opção para quem deseja fazer o patrimônio crescer exponencialmente ao longo do tempo
  • Engana-se quem pensa que apenas os donos de grandes patrimônios conseguem investir
  • Mas é preciso controlar as altas expectativas que surgem no começo, para não se arriscar demais e acabar saindo no prejuízo

Investir desde cedo pode ser uma boa opção para quem deseja fazer o patrimônio crescer ao longo do tempo. Pensando em alcançar a independência financeira, mais jovens têm buscado informações sobre o mercado financeiro.

“Os investimentos respeitam a lógica dos juros sobre juros. Há um efeito ‘bola de neve’ e, quanto mais tempo você tem para investir, maior será esse efeito sobre o seu patrimônio. Quem começa mais cedo consegue acumular recursos que quem estiver iniciando aos 30 anos, por exemplo, não vai ter”, afirma Luigi Wis, especialista em Investimentos da Genial.

Segundo dados da B3 relativos ao terceiro trimestre de 2022, 23% dos investidores PF (pessoa física) em renda variável têm entre 19 e 24 anos. Em paralelo, os dados mostram que a maior parte dos brasileiros (52%) entra no mercado de ações antes dos 40, na faixa de 25 a 39 anos.

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De acordo com Eduardo Reis, especialista de investimentos na Ágora e educador financeiro, durante o último ano, foi observado um aumento considerável no número de investidores PF na Bolsa brasileira. “Os valores de investimentos iniciais também diminuíram com o tempo, o que demonstra que para investir não é necessário muito recurso”, complementa o especialista.

Engana-se quem pensa que apenas os donos de grandes fortunas conseguem investir. Universitários, que ainda estão juntando dinheiro, também podem realizar aplicações. Mas é preciso controlar as altas expectativas que surgem no começo, para não se arriscar demais e acabar saindo no prejuízo.

Você é jovem e quer entrar no mercado financeiro? Confira 6 dicas para iniciar seus investimentos de forma segura:

1-Primeiro de tudo: educação financeira

Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), muitas pessoas começam a investir sem aprender a lidar com o dinheiro. Em uma sociedade onde os hábitos foram construídos para o consumo, não para a poupança, precisa-se desmistificar a ideia de que realizar investimentos é o suficiente para obter sucesso financeiro.

“Investir é potencializar o dinheiro guardado, aplicado ou investido. Nada mais que isso”, afirma. “Existe um vácuo no conhecimento estrutural da educação do comportamento financeiro por parte de toda a sociedade, em especial, por parte dos jovens que também querem fazer com que seu dinheiro renda.”

Dessa forma, antes de entrar no mundo dos investimentos, procure se educar financeiramente para reduzir excessos de gastos e desperdícios. Atualmente, o acesso a esse tipo de conhecimento está disponível em vídeos no YouTube, livros, cursos e até serviços de streaming.

2-Mantenha as finanças em ordem

Na hora de pensar em realizar aplicações, verifique se não há dívidas pendentes e, caso elas existam, calcule o saldo devedor. “Não adianta ter muitas dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial e querer separar um dinheiro para começar a investir”, reforça Wis, da Genial.

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De acordo com o analista, para o jovem universitário, o melhor momento de entrada no mercado financeiro ocorre quando ele já tem um estágio ou um emprego temporário capaz de lhe garantir uma fonte de renda.

3- Faça reservas estratégicas

Os investidores iniciantes também não podem se esquecer de guardar dinheiro em uma aplicação segura para suprir necessidades e emergências futuras. O valor da reserva varia conforme o padrão de vida de cada um, mas o cálculo se baseia nas despesas que uma pessoa teria em três a seis meses.

No caso dos estudantes, é preciso levar em conta gastos com aluguel, compras no supermercado, materiais e matrícula da faculdade, por exemplo. “Se estiver mais confortável em um estágio, uma reserva de três meses já é garantida. Se ainda depender da ajuda dos pais, antes de se aventurar em outros investimentos, é melhor constituir o máximo possível de reserva”, recomenda Wis.

4- Determine a finalidade, o risco e o tempo de seus investimentos

Para determinar qual é o melhor investimento para você, reflita sobre o seu estilo de vida atual. Domingos, da Abefin, indica quais os fatores a serem considerados. “São três importantes respostas que a pessoa precisa dar quando quer começar a investir o dinheiro. Precisa saber a finalidade, o tempo e o risco”, diz.

Se há o desejo de realizar uma reserva financeira para comprar um carro ou viajar, por exemplo, o especialista recomenda investimentos de médio prazo, cujo retorno pode ser obtido entre dois e cinco anos. Opções seguras são a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), produtos de renda fixa que rendem mais do que a caderneta de poupança.

Wis, da Genial, também indica as modalidades mais conservadoras para quem não tem um emprego garantido e faz estágio ou trabalha temporariamente. Como essas pessoas podem ficar sem renda por um tempo, entra a necessidade de buscar alternativas com alta liquidez, isto é, investimentos que podem ser resgatados rapidamente.

Na visão de Reis, da Ágora, não há um período exato para definir os prazos de cada investimento, pois isso varia conforme o momento vivido por cada um, mas é possível fazer algumas afirmações para se ter uma ideia inicial.

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“Curto prazo, até 1 ano, deve ser um dinheiro com uma disponibilidade imediata, porque não pode correr riscos. Médio prazo, entre 1 e 5 anos, são recursos para troca de carro e viagem, por exemplo. Longo prazo, acima de 5 anos, pode ser destinado à aposentadoria e pode admitir um pouco mais de risco”, indica o educador financeiro.

5-Comece pela renda fixa

Enquanto você ainda está se familiarizando com o mercado financeiro, opte por investimentos em renda fixa, que costumam trazer maior segurança e previsibilidade de ganhos. Mas isso não significa que as opções em renda variável são proibidas para os jovens.

“A partir do momento que você fez um primeiro investimento e já tem recursos aplicados em uma opção conservadora, com liquidez, que vai ser o seu primeiro colchão de reserva, você já está qualificado a olhar para a renda variável”, ressalta o analista da Genial.

Se surgir o interesse por essa modalidade, responda aos questionários disponibilizados pelas corretoras. Segundo Reis, da Ágora, o cliente pode se encaixar nos perfis ultraconservador, conservador, moderado ou dinâmico, que direcionam a escolha pelo investimento de acordo com o apetite a risco

6-Pense em um plano de previdência

Pela pouca idade, muitos jovens se esquecem de pensar em um plano de previdência privada, que funciona como um reforço para a aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Quanto mais tempo você dedicar a fazer a sua poupança para a previdência, mesmo que você tenha 20 anos, melhor. Você vai largar muito na frente daquela pessoa que está começando a pensar nisso aos 30 anos”, afirma Wis.

Caso você opte por esse tipo de aplicação, é preciso ter disciplina e depositar com a maior frequência possível. Segundo o analista, não adianta começar a previdência sem ter reserva estratégica ou renda previsível, porque esse investimento tem vantagens tributárias apenas no longo prazo. Se resgatado em pouco tempo, os custos com a tributação são punitivos.

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