• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

A urgência da educação financeira para quem tem 50+, cuida dos pais, dos filhos e ainda precisa investir

A "geração prateada" começa a ganhar protagonismo como consumidores e na força de trabalho em um Brasil mais velho; mas desafios financeiros ainda são grandes

Por Luíza Lanza
Editado por Geovana Pagel

27/09/2025 | 5:30 Atualização: 27/09/2025 | 11:19

Educação financeira intergeracional é urgente; especialistas explicam por onde começar. (Foto: Adobe Stock)
Educação financeira intergeracional é urgente; especialistas explicam por onde começar. (Foto: Adobe Stock)

A “geração prateada” está começando a ganhar os olhos do mercado. Não faltam pesquisas e novos dados sobre o potencial da população com mais de 50 anos como consumidores, força de trabalho e novos protagonistas de um Brasil que envelheceu.

Leia mais:
  • Aposentadoria para Geração Z e millennials: histórias reais de como investir na previdência com segurança
  • Educação financeira nas escolas: professores contam o que funciona em sala de aula
  • Pare de gastar à toa: aprenda a zerar despesas com direitos básicos, benefícios e programas do governo
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Marcos Ferreira, fundador da Silver Hub, destaca que o envelhecimento da população vem acompanhado de mais saúde, conexão digital e representatividade, obrigando marcas e empresas a perceberem o potencial desse público. “Hoje, vários fatores fazem com que a potência da economia prateada comece a ser revelada”, afirma.

É uma discussão importante: com mais pessoas vivendo mais e o crescimento da população idosa, a aposentadoria pública tende a ser cada vez menos suficiente. Viver melhor exigirá atenção às finanças pessoais.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Uma pesquisa recente da Maturi, em parceria com a NOZ Inteligência, mostra que 71% dos participantes não têm previdência privada, e 22,4% dos aposentados e 32,4% dos não aposentados nunca fizeram planejamento financeiro para a aposentadoria.

Não se trata de falta de vontade. A pesquisa mostra que 55% querem aumentar a renda nos próximos cinco anos, 35,2% buscam ampliar a reserva financeira ou patrimônio, e 30% planejam uma aposentadoria segura. O desafio é descobrir como fazer isso.

Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, afirma que a pesquisa “Educação e Gestão Financeira na Maturidade” confirma um cenário conhecido no Brasil: a educação financeira é baixíssima. Entre os 50+, a dificuldade é ainda maior.

“Por mais que a pessoa esteja no seu auge intelectual, ela começa a enfrentar dificuldades no mercado de trabalho em função da idade. É o etarismo”, diz Litvak. “Há grandes desafios, mas também oportunidades. Olhar para isso de uma forma sistêmica, com políticas públicas, mas as instituições financeiras também precisam ver esse público como potencial.”

A “geração sanduíche”

O planejamento financeiro na maturidade é fundamental porque é nesse momento da vida em que a geração de renda tende a se estabilizar ou até diminuir, enquanto despesas importantes, como saúde, se tornam mais frequentes e elevadas. Isso pensando apenas no orçamento individual.

A geração prateada é em muitos casos a “geração sanduíche”, responsável tanto pelos pais idosos quanto pelos filhos, equilibrando cuidados e responsabilidades financeiras em ambas as frentes.

Publicidade

 

Marcos Ferreira, da Silver Hub, explica que parte desse movimento tem a ver com mudanças de comportamento das gerações. Os mais novos estão se casando e saindo de casa cada vez mais tarde; os mais velhos, por sua vez, estão vivendo cada vez mais. “São pessoas ‘ensanduichadas’. É um desafio.”

Essa é a história de Cláudio Boense. Apesar de já ter idade e tempo de contribuição suficiente para se aposentar, ele segue na ativa como técnico de laboratório na Universidade de São Paulo (USP) porque precisa manter o nível de renda para arcar com os custos de saúde da mãe, que aos 95 anos está em um estágio avançado de Alzheimer. Apesar de não ter tido filhos, ele também contribui financeiramente na formação dos sobrinhos jovens.

O salário ajuda a equilibrar todos esses pratos, enquanto o conhecimento de finanças e investimentos acumulado ao longo da vida garante que Boense não precise abrir mão do planejamento da própria aposentadoria e maturidade.

Ele começou com investimentos na poupança há muitos anos. Aos poucos, com ajuda especializada, diversificou a carteira. Hoje, além de um plano de previdência, ele possui imóveis que o ajudam a complementar a renda. “Eu tento manter um investimento para mim, para a minha velhice, e também invisto no meu lazer. Não quero só guardar dinheiro, a gente precisa pensar na perspectiva da vida que temos pela frente”, conta.

Publicidade

A “geração sanduíche” não acontece apenas no Brasil. O termo foi criado na década de 1980 pelas assistentes sociais Dorothy Miller e Elaine Brody. Desde então, estudos indicam que esse é um peso que recai principalmente nas mulheres – justamente quem tem menos acesso à educação financeira no País.

Na pesquisa da Maturi com a NOZ, apenas 12,9% se consideram avançados no conhecimento de finanças, enquanto quase a metade (48,0%) afirma ter pouco ou conhecimentos básicos. As mulheres aparecem em desvantagem: apenas 8,1% afirmam ter conhecimento avançado, contra 21,2% dos homens.

“Essa disparidade reflete trajetórias marcadas por menor renda, menos acesso à informação e pouco protagonismo nas decisões financeiras”, destaca Juliana Vanin, economista e fundadora da NOZ Inteligência.

Por onde começar

A nova realidade financeira dos maiores de 50 anos se manifesta em diversos aspectos: vivem mais, enfrentam aposentadorias do INSS cada vez mais insuficientes e lidam com desafios como a geração sanduíche, o etarismo e o aumento do desemprego.

Tudo isso reforça que é preciso avançar com a educação financeira no País, ajudando as pessoas a se planejarem para viver mais e também melhor. Quem tem essa possibilidade, pode contar com ajuda especializada para se organizar nessa fase da vida, mas é possível dar os primeiros passos sozinho. O importante, segundo especialistas, é saber que não é tarde para começar.

  • 3 passos para blindar suas finanças em caso de desemprego depois dos 50 anos

Ainda que cada investidor tenha um perfil de risco e objetivos individuais, existe um passo a passo de organização financeira universal. Revisar o orçamento para cortar gastos não essenciais, gastar menos do que se ganha, juntar uma reserva financeira para emergências, só depois começar a investir.

Publicidade

É uma fórmula que continua valendo para quem tem mais de 50 anos, mas que ganha novas nuances. Gastos mais elevados com saúde e uma necessidade maior de liquidez, por exemplo.

“Nessa fase, o planejamento financeiro deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade”, diz Claudio Ianface, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital. “O objetivo passa a ser organizar o que já foi construído e garantir estabilidade, tranquilidade e segurança para o futuro.”

Organizando o orçamento

O primeiro passo é revisar as contas. Gastos mensais com moradia, alimentação e saúde precisam estar no centro do orçamento. Anote todos os custos fixos de um mês, uma forma de facilitar a organização de tudo que precisa ser pago, mas também de revisar aquilo que é supérfluo.

Danilo Brito, planejador financeiro CFP pela Planejar, dá algumas dicas práticas:

  • Faça um levantamento detalhado das despesas fixas e variáveis, identificando gastos essenciais (saúde, moradia, alimentação) e despesas que podem ser ajustadas;
  • Reserve mensalmente um valor específico para custos relacionados à saúde (planos, medicamentos e tratamentos);
  • Planeje provisões para apoiar familiares, como filhos adultos ou pais idosos;
  • Renegocie dívidas e revise contratos para liberar margem no orçamento;
  • Monitore regularmente seu orçamento, ajustando-o conforme mudanças na renda ou necessidades.

A importância da reserva de emergência

Com as contas já organizadas, o passo seguinte é construir uma reserva de emergência. Trata-se daquele valor guardado exclusivamente para cobrir imprevistos, como perda de emprego, consertos domésticos ou despesas inesperadas. Ao contrário dos investimentos de longo prazo, esse dinheiro deve estar sempre disponível, com resgate imediato e sem risco de perdas.

É uma “regra” que vale para todo tipo de investidor. Idealmente, a reserva deve ser equivalente a seis meses de despesas fixas.

Publicidade

“É manter uma reserva de liquidez, um dinheiro fácil de acessar em caso de emergência, sem precisar movimentar investimentos pensados para o futuro”, explica Bruna Pacheco, especialista em investimentos e sócia da GT Capital.

Como mostramos nesta outra reportagem, alguns produtos de investimento fazem mais sentido para investir esses valores. Certificados de Depósito Bancários (CDBs), que são facilmente encontrados em bancos e corretoras e que tenham liquidez diária podem ser alternativas, assim como o Tesouro Selic, um título emitido pelo governo que também pode ser resgatado no mesmo dia.

Os investimentos que fazem mais sentido nessa fase

Contas em dia, reserva para emergências montada, é hora de investir. Para Pacheco, da GT Capital, a lógica deve ser construir uma carteira equilibrada entre produtos que ofereçam liquidez, estabilidade e geração de renda.

É um contexto que joga a favor de uma alocação mais conservadora – depois de 50, o investidor não pode, como na casa dos 20 anos, correr o risco das aplicações mais arriscadas. Por causa disso, a renda fixa acaba sendo o principal componente da carteira.

“O ideal é que os aportes rendam acima da inflação no longo prazo, sem abrir mão de investimentos de maior liquidez no curto prazo, para garantir flexibilidade durante a formação do patrimônio”, orienta Danilo Brito, da Planejar.

Publicidade

Há ainda outros dois produtos que podem ajudar nesse momento da vida, os planos de previdência privada e os seguros de vida. Ainda que sejam para o longo prazo, não há uma idade limite para contratar um plano de previdência.

Esse tipo de investimento também oferece benefícios tributários, que facilitam a transferência de patrimônio aos herdeiros sem a necessidade de inventário. Além, claro, de serem pensados para garantir uma renda complementar.

A dica dos especialistas é se atentar bem ao tipo de plano – Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) – e aos regimes de tributação de cada um. No modelo regressivo, por exemplo, a alíquota de imposto cai com o tempo e isso pode trazer benefícios fiscais interessantes. O ponto de atenção é olhar para o prazo de acumulação e os custos do plano, para não perder rentabilidade.

“Os planos VGBL costumam ser mais indicados, pois a tributação incide apenas sobre os rendimentos. A escolha da tabela de Imposto de Renda deve considerar o prazo até o resgate: a progressiva pode ser mais vantajosa no curto prazo, enquanto a regressiva tende a oferecer alíquotas menores em prazos mais longos”, explica Brito.

Quanto aos seguros de vida, os especialistas também veem o produto como um aliado importante, sobretudo para aqueles que chegam à maturidade como o principal responsável financeiro da família.

Marcos Ferreira, da Silver Hub, que atuou como executivo na indústria por décadas, diz que o seguro de vida é indicado especialmente para jovens na fase de acumulação de patrimônio, com dívidas e filhos pequenos, mas também deve ser considerado por pelos maiores de cinquenta anos.

“É um elemento de proteção essencial para não destroçar o orçamento familiar, o sonho da aposentadoria e os planos na pós-carreira, além de garantir uma reserva em caso de fatalidade”, afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Aposentadoria
  • Conteúdo E-Investidor
  • Educação Financeira
  • Planejamento
  • Previdência privada
Cotações
10/04/2026 4h11 (delay 15min)
Câmbio
10/04/2026 4h11 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Após Raízen e GPA: as empresas que mais preocupam o mercado financeiro hoje

  • 2

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 3

    32 fundos imobiliários de crédito estão baratos; veja como aproveitar sem cair em armadilhas

  • 4

    Ibovespa acompanha euforia global com cessar-fogo e renova recorde histórico

  • 5

    Petróleo despenca 16% com trégua — Petrobras cai mais de 4%

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Imagem principal sobre o FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Logo E-Investidor
FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Logo E-Investidor
Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Imagem principal sobre o Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Logo E-Investidor
Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Imagem principal sobre o Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Logo E-Investidor
Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Últimas: Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: como declarar renda fixa sem cair na malha fina
Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: como declarar renda fixa sem cair na malha fina

Veja o passo a passo para declarar Tesouro Direto, CDB e outros títulos de Renda Fixa no IR 2026

09/04/2026 | 18h36 | Por Ana Ayub
Golpes do Imposto de Renda: veja como funcionam as fraudes e como proteger seus dados
Educação Financeira
Golpes do Imposto de Renda: veja como funcionam as fraudes e como proteger seus dados

Com uso de inteligência artificial e dados vazados, fraudes se multiplicam; Receita Federal e especialistas alertam para riscos com Pix, links falsos e mensagens de urgência

09/04/2026 | 14h47 | Por Igor Markevich
Herança e espólio no IR 2026: como declarar sem cair na malha fina
Educação Financeira
Herança e espólio no IR 2026: como declarar sem cair na malha fina

Do inventário à partilha, entenda quem declara, quando declarar e como informar heranças no Imposto de Renda

08/04/2026 | 12h19 | Por Igor Markevich
A Páscoa ficou mais cara? Chocolate e bacalhau explicam por que a conta pesa no bolso
Educação Financeira
A Páscoa ficou mais cara? Chocolate e bacalhau explicam por que a conta pesa no bolso

Da crise do cacau ao câmbio, entenda o que está por trás da alta dos preços dos itens mais buscados nesta data

04/04/2026 | 05h30 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador