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Educação Financeira

O que muda com a chegada do Pix e do WhatsApp Pay?

Mercado de meios de pagamentos será impactado pelas novas soluções tecnológicas, que devem facilitar operações do dia a dia

Por Isaac de Oliveira

30/07/2020 | 20:53 Atualização: 29/04/2021 | 13:56

(Foto: Reuters)
(Foto: Reuters)

Leia mais:
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O Banco Central autorizou, nesta sexta-feira, 31, a retomada dos testes com o WhatsApp Pay, interrompidos em junho. Com isso, ganha mais força uma mudança significativa nas opções de pagamento no Brasil.

Consumidores brasileiros terão em breve novas possibilidades de efetuar pagamentos de compras e serviços bem como transferências de dinheiro, além dos tradicionais métodos à vista, cartão de crédito e débito, boleto, TED, DOC, etc. O WhatsApp Pay e o Pix são exemplos de iniciativas que devem facilitar operações financeiras corriqueiras e até ajudar na retomada do comércio no pós-pandemia. Contudo, ambos de se tratam de soluções distintas e ainda não estão disponíveis.

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Com o WhatsApp Pay, usuários pessoa física e jurídica do WhatsApp, inicialmente, poderão fazer pagamentos e transferências pelo próprio aplicativo de mensagem. Basta ter um cartão de crédito ou débito associado à conta. A funcionalidade, que terá parceria da Cielo (CIEL3), foi suspensa em junho e recebeu nesta sexta-feira, 31, autorização do Banco Central para voltar a ser testada. Mark Zuckerberg pretende disponibilizar a solução tecnológica também no Instagram, Messenger e no próprio Facebook.

Já o Pix, gestado pelo BC e com estreia nacional prevista para 16 de novembro, consiste, na verdade, em um nova modalidade de pagamento e transferência instantâneos. Ele pode ser visto como concorrente, por exemplo, de dinheiro em espécie, cartões, boletos, TED, DOC, entre outros.

  • Baixe aqui o infográfico completo sobre o Pix

Ou seja, ao enviar uma quantia para um amigo, você pode mandar por meio de um Pix em vez de um DOC. Assim como pode comprar um celular em uma loja física ou na internet, usando o Pix como método de pagamento, em vez de um cartão de crédito ou boleto.

A vantagem dele é a velocidade da operação, que levará até 10 segundos, e a disponibilidade em qualquer dia e horário da semana. Bem diferente de TED, que pode levar dias para ser efetuado, já que o processamento respeita o horário bancário.

O Pix deverá ser obrigatoriamente incorporado por instituições com mais de 500 mil contas – são 34 no País, segundo o BC -, que deverão disponibilizar a modalidade em suas plataformas, por exemplo, nos aplicativos de bancos e fintechs. O BC informou que já recebeu 980 pedidos de cadastro. O próprio WhatsApp Pay já revelou interesse em disponibilizar o Pix em sua base.

Mas, afinal, o que essas novidades tecnológicas trazem para os consumidores?

Transferência e pagamento – WhatsApp Pay

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No caso de pessoas físicas, assim como se envia uma foto ou vídeo no WhatsApp, com o WhatsApp Pay, será permitido o envio de até R$ 1 mil por transação para outros contatos no aplicativo. Contudo, há uma limitação de 20 transações por dia, e teto máximo de R$ 5 mil por mês, sem cobrança de taxas. Essa movimentação será efetuada através de um de cartão de débito, cadastrado no app de mensagens. Porém, só estará disponível na operação inicial os cartões do Nubank, Banco do Brasil ou Sicredi, com bandeira Visa ou Mastercard.

No caso de pessoas jurídicas, as empresas que utilizam o WhatsApp Business (versão corporativa do aplicativo) não terão limites de transações e valores, mas terão que pagar uma taxa fixa de processamento de 3,99% para receber os pagamentos de clientes, por meio de cartão de débito e crédito. O processamento da operação será feito pela Cielo. Desse modo, o comerciante receberá o valor da venda em um dia, no caso de débito, e em dois dias, no caso de crédito.

Transferência e pagamento – Pix

Por se tratar de uma modalidade de pagamento, o Pix dispensa a necessidade de cartões ou dinheiro em espécie, por exemplo. As operações de pagamento ou transferências serão ilimitadas e instantâneas entre duas contas – corrente, poupança ou de pagamento -, de pessoas físicas ou jurídicas. Ou seja, o usuário envia o dinheiro ou faz o pagamento de sua conta para a de outra pessoa ou empresa.

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Para isto, será necessário informar apenas uma destas informações: CPF ou CNPJ, número do celular, e-mail ou um EVP, que é um código numérico para quem não quiser ser identificado. Outra opção são links ou QR Codes estáticos e dinâmicos, que poderão ser lidos por um smartphone.

Lembrando que não haverá um aplicativo Pix. As instituições deverão disponibilizar essa opção de pagamento e transferência em suas plataformas. Segundo o BC, o custo da operação será de R$ 0,01 para cada dez transações. O serviço terá opções gratuitas, mas ainda não se sabe se as instituições financeiras envolvidas poderão embutir tarifas, assim como bancos cobram por suas TEDs, por exemplo.

Nossos editores indicam este conteúdo para você investir cada vez melhor:
É a morte da TED? Entenda como funciona o Pix, novo serviço de transferências

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