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Educação Financeira

Como se proteger ao usar o WhatsApp para pagamentos

Veja dicas de segurança para a funcionalidade de transações no aplicativo de mensagens

Foto: Reprodução
  • Apesar do ganho que os usuários terão fazer pagamentos, é preciso ter cuidado
  • Como a rede social é usada por 120 milhões de usuários no Brasil, há um contingente enorme de potenciais vítimas de crimes cibernéticos
  • “As recomendações são as mesmas que a gente já tinha para os problemas antigos do WhatsApp, como colocar a verificação em duas etapas (veja a seguir), utilizar a biometria para autorizar transações, não passar senhas”

O chefe do WhatsApp, Will Cathcart, afirmou que está ‘animado’ em retomar a solução de pagamentos no aplicativo, pertencente ao Facebook, no Brasil ‘o mais breve possível’. Nesta terça-feira (23), o Banco Central e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspenderam a parceria do WhatsApp com a Cielo para transações financeiras pelo app.

Em comentário sobre a reunião com o BC, realizada após a funcionalidade ter sido suspensa no País, Cathcart afirmou que há a intenção em aderir ao sistema de pagamentos instantâneos que está sendo desenvolvido pelo órgão regulador, o PIX.

“Ontem nos reunimos com as autoridades do Banco Central e estamos animados em permitir que os brasileiros enviem pagamentos seguros e sem dinheiro físico no WhatsApp o mais breve possível”, destacou Cathcart. Ele afirmou ainda que o WhatsApp vai trabalhar em conjunto com os parceiros e as autoridades brasileiras para restaurar o serviço rapidamente.

A novidade tem a aprovação não só usuários do aplicativo de mensagens, como também de investidores do mercado financeiro. A parceria com o Facebook (dono do WhatsApp) fez os papéis da Cielo valorizarem 14% no pregão da segunda-feira (15), quando a nova funcionalidade foi anunciada. Apesar do benefício que os usuários terão ao fazer pagamentos e transferências de dinheiro, é preciso tomar alguns cuidados.

Como a rede social é usada por 120 milhões de usuários no Brasil, há um contingente enorme de potenciais vítimas de crimes cibernético. Casos de clonagem de contas, por exemplo, são comuns. Agora, com dados bancários disponíveis no aplicativo, é preciso ainda mais atenção. Segundo, o Estadão/Broadcast, cerca de 1,5 milhão de usuários já têm a funcionalidade à disposição.

O E-investidor procurou especialistas para explicar quais são os riscos para quem decidir utilizar o serviço, bem como os cuidados necessários para não virar vítima de criminosos. Confira também um passo a passo de como usar a funcionalidade.

Os riscos de usar o WhatsApp para pagamento

Matheus Jacyntho, gerente de segurança cibernética e privacidade de dados na ICTS Protiviti, explica que, neste período inicial, tentativas de ataques serão comuns, mas que as empresas deverão realizar testes de segurança para aperfeiçoar o serviço. Para o especialista, a parceria com a Cielo, responsável por processar as transações, traz mais “conforto” aos usuários, dada a sua credibilidade no mercado financeiro. “O que a carece de mais testes é a plataforma que vai acionar a Cielo”, diz.

Um dos principais riscos no momento continua sendo a clonagem de contas. Matheus relata que agora existe a possibilidade dos próprios golpistas realizarem as transferências a partir da conta clonada. Até então, quando realizavam a clonagem, os criminosos solicitavam depósitos bancários, por exemplo, para os contatos da vítima no aplicativo.

“As recomendações são as mesmas que a gente já tinha para os problemas antigos do WhatsApp, como colocar a verificação em duas etapas (veja a seguir), utilizar a biometria para autorizar transações, não passar senhas”.

Além das barreiras criadas pelas empresas envolvidas no serviço, é necessário que as pessoas continuem com a ressalva de enviar informações bancárias, como senhas, seja por meio mensagem para um contato no WhatsApp – que pode ser o caos de um amigo ou familiar com a conta clonada -, ou por SMS, outra ferramenta bastante utilizada para golpes.

Como habilitar a verificação em duas etapas no WhatsApp?

Essa é uma ferramenta que ajuda a dificultar a clonagem. Para habilitar a função em dispositivos IOS, basta clicar em ajustes > conta > segurança > confirmação em duas etapas. Em dispositivos Android, você deve clicar nos três pontos no canto superior direito da tela e em seguida escolher configurações > conta > confirmação em duas etapas. Em ambos os casos, os usuários precisarão informar um e-mail e uma senha de seis dígitos. Caso haja a tentativa de acessar o seu WhatsApp em outro dispositivo, como a troca de celular ou um crime de clonagem, a ação só será efetivada após informar a senha cadastrada.

As minhas informações podem ser compartilhadas?

Esse é um risco existente, conforme explica Juliana Oms, especialista em Direitos Digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Ela ressalta que, apesar de ser conhecido como uma rede social, o Facebook é uma empresa centrada na publicidade, logo, lucra a partir da exploração dos dados de seus usuários para permitir envio de publicidades direcionadas aos consumidores.

“Esta nova funcionalidade permite ao Facebook adentrar em um novo meio de informações, ou seja, saber com quem você realiza transações financeiras, o que você compra, com qual frequência etc. Tudo isso pode ser integrado às demais informações que o Facebook possui sobre cada consumidor (os metadados do WhatsApp, curtidas e posts do Instagram etc.)”, esclarece Juliana.

Neste sentido, a especialista vê a novidade com ressalvas e resgata o envolvimento da empresa em polêmicas de vazamento de dados nos Estados Unidos. Além disso, Juliana cita o risco para sistemas de pagamento menores, que não teriam força para concorrer com uma ferramenta tão disseminada quanto o WhatsApp. Com uma concorrência menor, a especialista vê a possibilidade de aumento nas taxas de transação.

Como usar o WhatsApp para pagamentos

Há duas possibilidades de uso, uma para pessoas físicas e jurídicas, restritas ao Brasil e à moeda brasileira, com cartões de crédito ou débito com bandeira Visa ou Mastercard. No caso de usuários comuns, será permitido o envio de no máximo R$ 1.000 por transação, com limite de 20 transações por dia e o teto de R$ 5.000 por mês, a partir de um cartão de débito, a priori, do Nubank, Banco do Brasil ou Sicredi. Não haverá cobrança de taxas para estes usuários.

Já as empresas que utilizam o WhatsApp Business (versão corporativa do aplicativo) não terão limites de transações e valores, mas terão que pagar uma taxa fixa de processamento de 3,99% para receber os pagamentos de clientes – similar ao que acontece com cartões de crédito. Para estes pagamentos, as empresas poderão usar tanto a opção de cartão de débito quanto de crédito.

Passo a passo pessoa física

1. Dentro da conversa em que se deseja fazer a operação, o usuário deve clicar no ícone de clipe de papel (Android) ou no sinal de + ao lado da caixa de texto (IOS). É nestes dois ícone que usuários têm a opção de enviar, atualmente, fotos, vídeos, documentos, localização e contatos.

2. Escolha o opção “Pagamento” e insira o valor desejado.

3. Adicionar uma forma de pagamento (será necessário criar uma senha de seis dígitos e inserir nome e CPF e um meio de pagamento de um dos bancos participantes – BB, Nubank ou Sicredi).

4. Verificar o cartão com ajuda de um código enviado por SMS, e-mail ou pelo app do seu banco.

5. Por fim, o sistema reconhece o cartão e faz o pagamento. Veja mais no vídeo.

Passo a passo pessoa jurídica

1. Na opção Pagamentos, configure uma conta Cielo no Facebook Pay, dentro do próprio aplicativo WhatsApp Business, destinado a contas corporativas.

2. Insira o endereço e a razão social da empresa, bem como os dados bancários, além de verificar a conta.

3. Para aceitar os primeiros pagamentos, serão necessários até 3 dias úteis. Veja mais no vídeo.

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