Educação Financeira

Saiba quanto juntar por mês para se aposentar com R$ 1 milhão na conta

O tempo conta a favor do investidor e quanto mais cedo começa a poupar, maior é a facilidade para acumular patrimônio

Saiba quanto juntar por mês para se aposentar com R$ 1 milhão na conta
(Foto: Envato Elements)
  • Quanto mais cedo o trabalhador começar a juntar dinheiro, menor é o aporte mensal para se aposentar um milionário.
  • Pesquisa da Fenaprevi mostrou que apenas 9% dos brasileiros possuem algum plano de previdência. Estudo aponta que trabalhadores têm dificuldade para juntar dinheiro.
  • O E-Investidor preparou simulações para mostrar quanto é preciso investir por mês para se aposentar com R$ 1 milhão.

Planejar a aposentadoria é essencial para garantir tranquilidade na terceira idade. E quanto mais cedo o trabalhador começar essa estratégia, maior a facilidade para construir patrimônio e ter uma vida confortável quando parar de trabalhar. Simulações realizadas pelo professor de Finanças do Ibmec Cristiano Corrêa para o E-Investidor mostram quanto é necessário investir por mês para se aposentar com R$ 1 milhão na conta.

Se o trabalhador começar a juntar dinheiro desde os 25 anos, por exemplo, ele precisará fazer um aporte de R$ 271 por mês para acumular o valor milionário aos 65 anos. Porém, caso o trabalhador comece a juntar dinheiro mais tarde, aos 55 anos, esse valor mensal será bem mais alto, de R$ 5,4 mil mensais.

Os cálculos consideraram uma taxa de juros nominal de 8,5% ao ano. Essas são as projeções para a taxa Selic nos anos de 2025 e 2026, segundo o boletim Focus, do Banco Central. A ideia, segundo o professor, é que o valor do aporte mensal seja corrigido pelo investidor de acordo com a inflação.

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“Em investimentos, o tempo sempre está a seu favor. A curva de juros compostos é exponencial e vai rendendo um valor sobre o outro valor. Quanto antes começar, mais tempo terá para o investimento crescer. Quando deixa para fazer isso perto da aposentadoria, você não tem uma parte importante dessa curva”, explica Cristiano Corrêa, do Ibmec.

Com R$ 1 milhão na conta, o investidor pode fazer retiradas mensais para complementar o valor da aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo, ou pode fazer outros investimentos, como a compra de um imóvel que gere uma renda mensal com aluguel.

Mas para que o investidor de fato tenha o tempo a seu favor, é importante que o dinheiro esteja rendendo acima da inflação. Há diversas opções de aplicação disponíveis no mercado. Entre elas, a previdência privada e o Tesouro Renda+, voltado para o propósito de aposentadoria.

"Dinheiro de aposentadoria precisa ter o menor risco possível. Os fundos previdenciários brasileiros têm uma base grande de títulos públicos, justamente por conta da relação entre risco e retorno. Esses recursos não podem estar sujeitos à sazonalidade, ainda que seja no curto prazo. Pelo menos 95% desses recursos precisam estar em títulos públicos", aponta Corrêa.

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O professor de finanças lembra que no caso dos fundos previdenciários será cobrada uma taxa pela administração desses valores, enquanto o investidor que decidir fazer a alocação por conta própria não terá que pagar esse valor. O Tesouro Renda+ é o mais recomendado para esse fim, pois repõe a inflação e paga uma taxa adicional de quase 6% ao ano.

Já Alexandre Alvarenga, analista de fundos da Empiricus Research, acredita que a previdência privada traz mais flexibilidade nos recursos investidos, além de possuir vantagens tributárias e sucessórias.

"Na previdência privada, a alíquota mínima de Imposto de Renda é de 10%, enquanto no Tesouro Renda+ é de 15%. Além disso, os recursos da previdência privada não entram em inventário e há flexibilidade de escolha dos beneficiários, ao contrário do dinheiro investido no Tesouro, que entra em inventário e faz parte da herança legal", explica Alvarenga.

Brasileiros têm dificuldade em planejar a aposentadoria

Pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), encomendada ao Instituto DataFolha em julho, revelou que quatro em cada dez entrevistados (42%) contam com o INSS quando pensam em se aposentar. Porém, a maioria deles (66%) não sabe quanto irá receber mensalmente. Uma parcela menor afirma saber o quanto ganhará no futuro da Previdência Social: preveem até um salário-mínimo ou uma média de R$ 2.006,51.

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Do total de entrevistados, 26% possuem seguro funeral (proteção para morte); 18% seguro de vida e 11% seguro invalidez. Somente 9% possuem algum plano de previdência.

O estudo mostrou ainda que 82% dos entrevistados pensam em planejar suas finanças. No entanto, apenas 58% têm objetivos para os próximos 12 meses. Três a cada quatro entrevistados (77%) têm metas de planejamento financeiro, sendo que 31% pensam em poupar, guardar dinheiro e economizar, enquanto 27% em trabalhar mais.

Ao serem perguntados sobre quais seriam os desafios e obstáculos para se planejarem financeiramente, a maioria justificou não guardar dinheiro porque não consegue reduzir as despesas ou ser capaz de gerar renda extra. Além disso, um a cada três entrevistados (33%) disse “sempre aparecer uma despesa não prevista”.

“Muitos não têm como pensar no futuro porque vivem uma situação de dificuldade financeira para assegurar o presente, as necessidades concretas do dia a dia”, explica o presidente da Fenaprevi, Edson Franco.

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