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Educação Financeira

Tesouro Direto: saiba quais são as taxas na hora de investir em títulos públicos

Considerados investimentos de baixo risco, esses ativos são garantidos pelo governo, que assegura o seu pagamento

Por Raphael Leites

17/07/2024 | 12:08 Atualização: 17/07/2024 | 12:08

Tesouro Direto (Foto: Brenda Blossom - stock.adobe.com)
Tesouro Direto (Foto: Brenda Blossom - stock.adobe.com)

Um jeito de investir de forma segura pode ser encontrado no Tesouro Direto, que, de forma simples, significa “emprestar” dinheiro ao governo ao comprar um título público. Em troca, ao término do contrato do investimento (vencimento), o investidor receberá o valor aportado acrescido de um prêmio, os juros.

Leia mais:
  • Tesouro Direto: conheça as vantagens e desvantagens do título
  • Tesouro Direto: conheça mais sobre umas das aplicações de menor risco do mercado
  • Tesouro Direto: 4 títulos recomendados pelo Itaú BBA para investir no 2º semestre
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  • Tesouro Direto: conheça mais sobre umas das aplicações de menor risco do mercado

Os títulos públicos são considerados de baixo risco porque são garantidos pelo governo federal, isso significa que ele próprio assegura o seu pagamento. Além disso, as taxas cobradas nas transações de compra e venda do Tesouro Nacional também costumam ser menores do que as associadas aos fundos de investimento, como as taxas de administração e outras despesas operacionais. Isso resulta em retornos líquidos potencialmente mais altos para o investidor destes ativos de renda fixa.

Porém, não basta só saber que existem taxas, é necessário entender pra onde vai o seu dinheiro ao investir no Tesouro Direto.

Taxa cobrada pela B3 para investimento em títulos públicos

A B3, a Bolsa brasileira, cobra uma taxa de custódia de 0,2% ao ano sobre o valor dos títulos públicos que o investidor compra. Essa taxa é nada mais que uma cobrança para arcar com os custos de manter as aplicações financeiras seguras e registradas na plataforma de sua preferência. O valor é calculado diariamente a partir do dia seguinte à compra e é proporcional ao tempo que o investidor mantiver o título em posse.

Desde agosto de 2020, o Tesouro Selic não tem cobrança dessa taxa de custódia até o limite de R$10 mil por investidor. Se você tiver um valor acima desse teto investido em Tesouro Selic, a taxa será cobrada apenas sobre o montante que exceder os R$10 mil.

Taxa cobrada pela instituição financeira sobre o Tesouro Direto

Além da cobrança da B3, existe a taxa da instituição financeira que você utiliza para investir dinheiro no Tesouro Direto. Essa taxa é negociada entre o investidor e a instituição e pode variar bastante. Para facilitar sua escolha, o Tesouro Direto disponibiliza um ranking das taxas cobradas por cada instituição em seu site.

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A taxa pode ser anual, forma mais comum, ou por operação. Se for anual, ela é cobrada no momento da compra do título e cobre o primeiro ano de aplicação. Se o investidor vender o títulos públicos antes de completar um ano, essa taxa não será devolvida. Para títulos com vencimento inferior a um ano, a taxa é proporcional ao prazo do título.

Após o primeiro ano, as taxas anuais passam a ser acumuladas diariamente e são proporcionais ao período em que o investidor mantém os títulos na carteira de investimentos. As cobranças geralmente ocorrem semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou julho, desde que o valor acumulado ultrapasse R$10,00. Também podem ser cobradas quando o investidor resgata o título ou recebe juros.

Como as taxas do investimento no Tesouro Direto são cobradas

  • Eventos de custódia: No resgate do principal, no pagamento de juros ou no resgate antecipado, as taxas acumuladas até aquele momento são cobradas, independentemente do valor acumulado.
  • Cobrança semestral: Se a soma das taxas devidas ultrapassar R$10,00, a cobrança é feita no primeiro dia útil de janeiro ou julho pelo Tesouro Direto.

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