Às 10h13, na máxima, o dólar à vista saltava 1,49% contra o real, a R$ 5,2102.
A tendência do câmbio acompanha a valorização da moeda americana no exterior, onde o início da semana com maior aversão a risco também causa queda das bolsas globais. O que pode ajudar a aliviar a pressão sobre o real são as commodities, que operam em alta forte graças ao conflito.
Nesta manhã, o petróleo Brent subia 8,22%, enquanto o WTI tinha alta de 7,48%. Há temores de um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, corredor marítimo entre o Irã e Omã por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Jaqueline Neo, Especialista em Câmbio e Crédito da be.smart, explica que a guerra entre os EUA e o Irã recoloca o risco geopolítico na precificação global de ativos. Em cenários de conflito, o mercado reage com aumento de aversão a risco e realocação para ativos considerados seguros. “O primeiro impacto ocorre nas commodities, especialmente no petróleo. Qualquer risco à oferta pressiona preços, eleva expectativas de inflação global e pode alterar a trajetória de juros nas economias centrais. O segundo canal é cambial, o dólar se fortalece diante da busca por liquidez e proteção, enquanto moedas emergentes tendem a sofrer desvalorização.”