O restante das operações têm como base no risco do GPA, pois a rede de supermercados não captou diretamente os recursos, mas terceiros podem ter alugado imóveis para a rede, por exemplo. É uma operação comum em fundos imobiliários (FIIs) corporativos.
Daniel Magalhães, fundador da Vitrify, aponta ainda que enquanto as debêntures emitidas costumam estar nas mãos de investidores institucionais e coordenadores da oferta, como bancos, as operações indiretas são as que mais atingem as pessoas físicas, já que podem ser encontradas tanto em fundos de CRIs, os chamados fundos de papel, como em fundos de tijolo corporativos.
Enquanto as operações nos quais o GPA é devedor direto não costumam ter garantias, segundo dados da plataforma, as aplicações indiretas, com CRIs, já oferecem mais garantias para os investidores, aponta Magalhães, como fundo reserva, fundo de despesas, alienação fiduciária do imóvel, cessão fiduciária de recebíveis e aval de pessoa jurídica. “É uma boa notícia porque esses títulos não costumam estar incluídos em recuperações extrajudiciais. Portanto, o investidor está protegido contra um eventual calote no aluguel e até rescisões de contratos que possam ocorrer”.