A guerra entre Estados Unidos e Irã que ditou o rumo dos mercados de investimentos globais nesta semana fez as taxas dos títulos do Tesouro Direto dispararem.
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A guerra entre Estados Unidos e Irã que ditou o rumo dos mercados de investimentos globais nesta semana fez as taxas dos títulos do Tesouro Direto dispararem.
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As taxas do Tesouro IPCA+ 2032 estão no maior nível da série histórica, iniciada este ano. A ponta prefixada dos títulos subiu de 7,39% na segunda-feira (2) para 7,74% nesta sexta-feira (6). No Tesouro IPCA+ 2050, o rendimento oferecido foi de IPCA + 6,73% para IPCA + 6,94% ao ano.
O preço unitário dos títulos, inversamente proporcional às taxas, também caiu. O Tesouro IPCA+ 2032 foi de R$ 2917,57 no fechamento da última semana para R$ 2868,95 nesta sexta, enquanto o com vencimento em 2025 foi de R$ 946,91 para R$ 906,29, de acordo com o histórico de preços disponível no site do Tesouro.
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O mesmo aconteceu com os títulos prefixados. Em 27 de fevereiro, o Tesouro Prefixado 2029 era negociado a 12,68% ao ano. O rendimento oferecido agora é de 13,29%. O preço unitário do título caiu de R$ 714,70 para R$ 705,67.
No vencimento prefixado mais longo, 2032, a taxa foi de 13,27% para 13,86% ao ano, enquanto o preço do título caiu de R$ 485,34 para R$ 472,14.
Além da incerteza geopolítica, que afasta capital estrangeiro de ativos arriscados e assim pressiona o câmbio, a possibilidade de fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo do mundo, fez a commodity bater o maior nível em quase dois anos. Se a situação perdurar, isso pode gerar uma pressão inflacionária global, atrapalhando os ciclos de queda de juros em voga em muitas economias mundiais.
No Brasil, o Banco Central deve iniciar a redução da taxa Selic ainda neste mês. O mercado começa a se questionar se será possível entregar os 300 pontos de corte previstos por muitas casas para este ano em meio às incertezas no Oriente Médio. É isso que pressionou a curva de juros longa no País ao longo da semana.
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