• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Empresa brasileira de R$ 5 bi vai para a bolsa de NY; o que muda para o investidor

Subsidiária da Cosan obteve 53% de sua receita do exterior no 1º semestre; IPO deve alcançar investidores globalmente

Por Murilo Melo

03/10/2024 | 13:16 Atualização: 03/10/2024 | 13:50

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

A aguardada Oferta Pública Inicial (IPO) da Moove nos Estados Unidos promete encerrar um período de quase três anos sem empresas brasileiras abrindo capital no mercado americano. A entrada da companhia, que atua no setor de lubrificantes e distribuição de combustíveis, levanta questionamentos sobre o apetite dos investidores internacionais por ativos brasileiros. Além disso, a proposta abre espaço para reflexões sobre o que pode sinalizar para o futuro de outras empresas brasileiras e como as recentes aberturas de capital de companhias como Nubank (ROXO34), XP e Vitru (VTRU3) têm caminhado no cenário externo.

Leia mais:
  • As empresas com políticas de dividendos mais seguras
  • Selic a 10,75%: 8 ações que podem se beneficiar com a alta de juros
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Os melhores investimentos de renda fixa para ter na carteira em outubro

A oferta inicial para abrir o capital da Moove deve arrecadar entre US$ 109 milhões (R$ 592 milhões) e US$ 164 milhões (R$ 891 milhões) com a venda de ações na Bolsa de Nova York. A abertura de capital da empresa, anunciada no mês passado, pode gerar um valor total de até US$ 438 milhões (R$ 2,4 bilhões). IPO é um processo pelo qual uma empresa privada se torna uma empresa pública ao emitir ações pela primeira vez para o público em geral. Esse processo permite que a empresa levante capital adicional, que pode ser usado para várias finalidades, como expansão, pagamento de dívidas ou investimentos em novos projetos.

A Moove, que é subsidiária do grupo Cosan, do empresário Rubens Ometto, tem mostrado crescimento constante nos últimos anos, com 53% de sua receita no primeiro semestre de 2024 vindo de fora da América Latina. Esse fator reforça o argumento de que a empresa está cada vez mais globalizada, justificando a opção por listar suas ações nos Estados Unidos. A receita da companhia no período foi de R$ 5 bilhões, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 690 milhões. Esses números sólidos, segundo especialistas do mercado, aumentam as expectativas de sucesso para a oferta pública.

O cenário atual apresenta um contexto econômico complexo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No Brasil, a taxa básica de juros, a Selic, em 10,75%, já começa a impactar o mercado de capitais, com poucas empresas dispostas a abrir capital na B3. Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, observa que a falta de perspectivas de queda significativa na Selic tem afastado as empresas brasileiras de IPOs no mercado local, sendo a listagem nos Estados Unidos uma alternativa mais atraente para a Moove, dada a sinergia com o mercado americano.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O especialista também destaca que, ao escolher o mercado americano, a Moove se beneficia de uma estrutura mais robusta, com menos volatilidade e incertezas do que o mercado brasileiro. Nos Estados Unidos, a empresa pode explorar um ambiente com maior liquidez e acesso a um número mais amplo de investidores globais, o que proporciona segurança e visibilidade adicionais. “O mercado de capitais nos Estados Unidos é muito mais consolidado do que aqui no Brasil. Então você traz uma segurança a mais para a empresa quando ela abre um IPO nos Estados Unidos”, diz Moreira.

A comparação com as ofertas anteriores de empresas brasileiras nos Estados Unidos, como Nubank, XP e Vitru, segundo ele, é inevitável. O Nubank, que abriu capital na Nyse em 2021, é uma das fintechs mais valiosas do mundo, mas tem enfrentado desafios nos últimos meses devido à volatilidade do mercado de tecnologia e às incertezas econômicas globais.

A XP, que foi listada na Nasdaq em 2019, também passou por oscilações no preço de suas ações, especialmente com o aumento da concorrência no setor financeiro. Já a Vitru, que atua no setor de educação on-line, fez seu IPO na Nasdaq em 2020, mas recentemente decidiu deslistar suas ações nos EUA e retornar ao mercado brasileiro, em busca de uma maior proximidade com seus investidores e clientes locais.

Moove chega ao mercado americano como empresa rentável

Gabriel Meira, especialista e sócio da Valor Investimentos, observa que a escolha pelo mercado americano também está relacionada ao custo de capital. Abrir capital nos Estados Unidos é, em muitos casos, mais barato do que no Brasil, onde o custo de captação é mais alto devido às taxas de juros elevadas e à instabilidade fiscal. Além disso, Meira ressalta que, com a expectativa de queda nas taxas de juros nos EUA, o apetite por ativos de risco pode aumentar, beneficiando empresas brasileiras que busquem a listagem no exterior. “Isso leva o investidor a tomar um pouco mais de risco, sair da fixa de títulos mais conservadores, e ir para algo mais agressivo”, analisa.

  • “Esquecida” na Bolsa, ações da Cosan (CSAN3) podem saltar 50%

Embora o Nubank, XP e Vitru tenham seguido caminhos distintos após seus IPOs, o mercado americano continua sendo uma plataforma atraente para empresas brasileiras que buscam visibilidade e liquidez globais. Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, aponta que, ao contrário das empresas de tecnologia, a Moove pertence à “velha economia”, o que pode ser um ponto positivo, especialmente após a alta valorização das empresas de tecnologia ter deixado alguns setores mais caros. A Moove chega ao mercado americano, de acordo com ela, como uma empresa rentável, em expansão e com uma operação dolarizada, o que a coloca em uma posição favorável para atrair investidores.

A escolha entre a Nasdaq e a Nyse para a listagem também gera discussões. Tradicionalmente, observa Quaresma, a Nasdaq é mais associada a empresas de tecnologia, enquanto a Nyse é vista como o lar da “velha economia”. “Mas isso não é uma regra, porque existem techs que optaram pela listagem na Nyse. É o caso do Nubank, por exemplo. A Nyse foi a primeira bolsa americana, fundada em 1792 e, por isso, ainda é a maior. A Nyse pode dar mais liquidez aos papéis, o que pode ser um diferencial importante para a Moove”, afirma.

Publicidade

A expectativa sobre o IPO da Moove é que ele possa encorajar outras empresas brasileiras a seguir o mesmo caminho, segundo os especialistas. No entanto, o sócio da One Investimentos, Pedro Moreira, ressalta que o mercado de IPOs no Brasil ainda está desaquecido e que a maioria das empresas que considerava abrir capital no exterior não têm sinergia suficiente com o mercado americano para justificar essa escolha. Por outro lado, diz ele, a Cosan, controladora da Moove, enxerga no momento atual uma oportunidade de expansão para os Estados Unidos, aproveitando o ambiente de negócios favorável para empresas com operações dolarizadas.

Entenda a estrutura acionária da Moove

A Moove foi estabelecida pela Cosan em 2008, após a aquisição das operações de refino e distribuição de combustíveis e lubrificantes no Brasil, anteriormente operadas sob a marca Esso pela ExxonMobil, uma das maiores petrolíferas do mundo. A Cosan transferiu a gestão de uma parte significativa do negócio de combustíveis, incluindo a rede de postos de gasolina, para a Raízen, sua subsidiária formada em parceria com a Shell, uma das líderes do setor energético.

  • Cosan (CSAN3) se manifesta sobre rumores de venda de fatia na Vale (VALE3)

O foco da Moove permanece nos lubrificantes, que incluem fábricas e a licença para uso da renomada marca Mobil no Brasil. A estrutura acionária da Moove é composta por 70% de participação da Cosan e 30% da CVC Capital Partners, um fundo de investimentos americano.

A Moove deu um passo importante em sua trajetória ao adquirir a empresa americana PetroChoice em maio de 2022, por aproximadamente US$ 479 milhões. Com essa compra, explicam especialistas, a Moove não apenas expandiu sua presença no mercado norte-americano, mas também aumentou sua capacidade de produção com as duas fábricas de lubrificantes da PetroChoice, que atendem tanto o segmento de veículos de passeio quanto o setor industrial.

Além disso, a PetroChoice opera com 50 centros de distribuição nos Estados Unidos e atende cerca de 70% do vasto mercado de lubrificantes do país, distribuindo produtos sob a marca Mobil. Esse forte posicionamento no mercado americano pode ser um dos fatores que motivam a Moove a considerar uma abertura de capital na bolsa dos EUA.

IPO de US$ 438 milhões depende de ações a US$ 17,50

A oferta pública inicial de ações que pode arrecadar até US$ 438 milhões só vai se concretizar se os papéis chegarem a ser precificadas no teto de US$ 17,50 cada, informam os especialistas. A operação envolverá a venda de ações pela Cosan, pela CVC Capital Partners e pela própria Moove. O montante que a Moove planeja levantar, estimado em US$ 109 milhões, será reinvestido na empresa, enquanto as participações da Cosan e da CVC beneficiarão seus acionistas.

Caso a demanda dos investidores supere as expectativas, o valor total da operação poderá alcançar até US$ 503 milhões, com um adicional de US$ 65,6 milhões se a proposta for bem-sucedida. Após a oferta, a composição acionária da Moove será alterada, com os atuais acionistas mantendo 77,5% da empresa, sendo 60% sob controle da Cosan. Se a venda adicional de ações ocorrer, a participação total dos sócios atuais diminuirá para 74,1%, com a Cosan possuindo 57,6%.

Publicidade

O valor final das ações da Moove a serem ofertadas estará sujeito à demanda dos investidores, um aspecto que é tradicionalmente definido durante o processo de “bookbuilding”, etapa em que os bancos coordenadores coletam as intenções de compra para determinar o preço e a quantidade de ações a serem vendidas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Cosan (CSAN3)
  • Investimentos
  • IPO
  • Moove
  • Nasdaq
  • NYSE
Cotações
07/01/2026 14h05 (delay 15min)
Câmbio
07/01/2026 14h05 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Aposta de US$ 30 mil vira mais de US$ 400 mil após captura de Maduro e levanta suspeitas de insider trading

  • 2

    Dividendos em 2026: 14 ações protegidas de juros altos, eleições e mais impostos

  • 3

    Nem Venezuela, nem eleições: Ibovespa deve ignorar incertezas e chegar a 192 mil pontos em 2026, diz Ágora

  • 4

    Carteiras recomendadas para janeiro de 2026 mostram como bancos equilibram oportunidades e risco eleitoral

  • 5

    Prisão de Maduro deve derrubar o petróleo e mudar o jogo do setor, dizem XP, Itaú e Genial

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o CadÚnico: como funciona o sistema de alerta por cores do app
Logo E-Investidor
CadÚnico: como funciona o sistema de alerta por cores do app
Imagem principal sobre o Bolsa Família: como fazer a atualização presencial no CRAS?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: como fazer a atualização presencial no CRAS?
Imagem principal sobre o Como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de luz?
Logo E-Investidor
Como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de luz?
Imagem principal sobre o Como vai funcionar a emissão digital do Documento Único de Arrecadação no IPVA do Espírito Santo?
Logo E-Investidor
Como vai funcionar a emissão digital do Documento Único de Arrecadação no IPVA do Espírito Santo?
Imagem principal sobre o Tenho direito ao saldo retido do FGTS? Veja como tirar a dúvida de forma online
Logo E-Investidor
Tenho direito ao saldo retido do FGTS? Veja como tirar a dúvida de forma online
Imagem principal sobre o FGTS: é possível sacar o valor com o saldo bloqueado por antecipação do saque-aniversário?
Logo E-Investidor
FGTS: é possível sacar o valor com o saldo bloqueado por antecipação do saque-aniversário?
Imagem principal sobre o Veja como fazer a consulta presencial para saber se tem direito ao saldo retido do FGTS
Logo E-Investidor
Veja como fazer a consulta presencial para saber se tem direito ao saldo retido do FGTS
Imagem principal sobre o Veja estas três categorias que podem ser disponibilizadas pela Previdência Social
Logo E-Investidor
Veja estas três categorias que podem ser disponibilizadas pela Previdência Social
Últimas: Investimentos
Crise na Venezuela, petróleo no radar e defesa em alta: por que o BTG mantém compra da Embraer
Investimentos
Crise na Venezuela, petróleo no radar e defesa em alta: por que o BTG mantém compra da Embraer

Relatórios do BTG Pactual conectam tensão geopolítica, crise venezuelana e avanço do setor de defesa para sustentar a recomendação de compra das ações da Embraer

07/01/2026 | 12h30 | Por Isabela Ortiz
Logo do E-Investidor com background verde
Investimentos
Dólar hoje: câmbio sobe com dados de emprego dos EUA e novas ofensivas de Trump

Criação de empregos no setor privado dos EUA veio abaixo das expectativas do mercado; investidores também acompanham tensões geopolíticas e agenda doméstica

07/01/2026 | 10h25 | Por Daniel Rocha
O recado do ouro, a ilusão dos retornos e o alerta de Ray Dalio para investidores em 2026
Investimentos
O recado do ouro, a ilusão dos retornos e o alerta de Ray Dalio para investidores em 2026

Fundador da Bridgewater vê euforia em inteligência artificial próxima a grandes bolhas históricas e reforça diversificação diante de dólar fraco e incertezas no Fed

07/01/2026 | 10h21 | Por Isabela Ortiz
Rali dos FIIs: por que o Ifix teve a maior alta desde 2019 e o que esperar para 2026
Investimentos
Rali dos FIIs: por que o Ifix teve a maior alta desde 2019 e o que esperar para 2026

Expectativa de queda da taxa Selic, melhora operacional dos FIIs e manutenção da isenção de IR sustentaram alta de 21,15% do Ifix em 2025

07/01/2026 | 09h42 | Por Daniel Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador