Segundo Giuliano de Marchi, CEO da gestora para a América Latina, o produto inaugura uma nova etapa da oferta de ETFs ativos da casa no País. A intenção, afirma, é ampliar o portfólio desse tipo de instrumento nos próximos anos. Travis Spence, responsável global pela área de ETFs, destaca que o Brasil passa a ter acesso ao que hoje é o maior ETF ativo de ações da gestora em volume de ativos.
O JEPI tem como proposta combinar renda recorrente com participação no mercado acionário americano. O fundo investe majoritariamente em ações de grandes empresas dos Estados Unidos (muitas delas integrantes do S&P 500) e busca reduzir a volatilidade em relação ao índice amplo.
Para complementar a geração de renda, a estratégia utiliza derivativos: o gestor vende opções de compra (call) fora do dinheiro (out-of-the-money) sobre o índice. Os prêmios recebidos com essas operações, somados aos dividendos das ações em carteira, compõem a distribuição de renda do fundo. A estrutura também tende a limitar parte do potencial de alta em ciclos mais fortes do mercado, ao mesmo tempo em que pode suavizar quedas, já que os prêmios das opções ajudam a compensar perdas.
Globalmente, a plataforma de ETFs da gestora começou a operar nos Estados Unidos em 2014 e foi expandida para Europa e Ásia a partir de 2018. Atualmente, reúne mais de 100 produtos em diferentes classes de ativos, com cerca de US$ 257 bilhões sob gestão na estratégia de ETFs ativos.