• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Direto da Faria Lima

“O mercado está precificando um prêmio de risco baixo demais no Brasil”, diz Janus Henderson

Thomas Haugaard, gerente de portfólio, vê a nota de crédito do País mais alta do que deveria e eleições como fator determinante para precificação de ativos

Por Jenne Andrade

25/08/2025 | 3:00 Atualização: 26/08/2025 | 9:33

Na avaliação da gestora global Janus Henderson, a tensão entre EUA e Brasil não deve afastar os investidores estrangeiros do mercado doméstico. (Imagem: standret em Adobe Stock)
Na avaliação da gestora global Janus Henderson, a tensão entre EUA e Brasil não deve afastar os investidores estrangeiros do mercado doméstico. (Imagem: standret em Adobe Stock)

As rusgas entre o Brasil e os EUA tomaram o noticiário local nas últimas semanas. Em um movimento inesperado, o presidente americano Donald Trump não só impôs tarifas sobre uma série de produtos brasileiros, ainda que sem justificativa comercial, como iniciou uma campanha pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro – processado por tentativa de golpe de Estado.

Leia mais:
  • Nosso otimismo com o Brasil vai além de quem será o próximo presidente, diz BlackRock
  • Fleury: "Cenário exige cautela, mas temos condições para seguir comprando empresas"
  • A corretora que arrematou a maior fatia no leilão da Operação Faria Lima
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Apesar do desafeto crescente e a falta de acordo nas negociações, esse tipo de tensão não deve afastar os investidores estrangeiros do Brasil. O que deve estar no radar do mercado, na verdade, é o impacto dessas movimentações na corrida eleitoral de 2026.

Thomas Haugaard é gerente de portfólio do time de investimento em dívida em moeda forte de mercados emergentes da Janus Henderson, gestora global que até o final de junho tinha US$ 457 bilhões em ativos sob gestão. Para ele, o avanço de Trump sobre o Brasil fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar ao jogo da corrida presidencial, a contragosto dos investidores locais, que preferem uma figura mais pró-mercado no Executivo. Caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por exemplo.

Publicidade

Invista com o apoio de conteúdos exclusivos e diários. Cadastre-se na Ágora Investimentos

“Foi por isso que os ativos brasileiros tiveram uma queda quando as tarifas foram anunciadas. Tudo está conectado à eleição, não acredito que tenha sido pelas tarifas em si”, diz Haugaard. O especialista vê ainda a nota de crédito do País como pouco superior ao que deveria, enquanto o prêmio de risco está muito pequeno em comparação a outros emergentes, como Colômbia.

Thomas Haugaard, gerente de portfólio de EM da Janus Henderson
Para Thomas Haugaard, prêmio de risco no Brasil está apertado em relação a emergentes, como Colômbia (ivulgação/Janus Henderson Investors)
“Temos um sistema interno no qual tentamos prever para onde a classificação de risco do País vai caminhar e a trajetória desse rating será muito influenciada por quem vencer a próxima eleição. É justamente isso que deve gerar as grandes oscilações nos ativos brasileiros”, afirma.

E-Investidor – Como os investidores estrangeiros estão vendo a posição do Brasil em relação aos EUA no contexto das tarifas e conflitos políticos?

Thomas Haugaard –  Essas tensões não são um fator determinante (para o investimento no Brasil). Elas adicionam um pouco de risco para o investidor estrangeiro, mas não tanto pelo impacto fundamental das tarifas, que acredito serem administráveis. O que está muito claro é que a administração Trump está motivada por razões políticas. A percepção é de que o ex-presidente Jair Bolsonaro e os apoiadores dele estão muito ativos nos EUA, colocando bastante pressão do lado americano para exercer uma influência política que poderia potencialmente ajudar Bolsonaro no Brasil. Esse é um problema, porque uma das principais forças do Brasil é o Judiciário independente. O que os EUA estão pedindo é algo que, na minha visão, nenhum país deveria ou poderia dar, pois envolve um processo independente no sistema judicial.

Então qual a principal preocupação atual do investidor estrangeiro em relação ao Brasil?

A situação fiscal um tanto frágil do Brasil. É só lembrarmos o que aconteceu em dezembro do ano passado, quando o presidente Lula quis conceder algumas isenções enquanto o mercado aguardava um pacote de corte de gastos. Na época, ocorreu uma venda muito rápida dos títulos brasileiros em moeda forte, houve uma desancoragem do câmbio e o real sofreu uma grande desvalorização. Faço isso há 12 anos e nunca tinha visto um crédito tão sólido como o Brasil sofrer tanto em apenas um mês. Foi uma liquidação histórica. Essa é a maior preocupação. Não o comércio em si, mas o risco de que manchetes negativas possam levar alguns investidores a pensar: “será que podemos ver algo como dezembro novamente?”.

Publicidade

Como as eleições afetam essas perspectivas para o mercado brasileiro?

Essa é a melhor pergunta a se fazer, porque penso que as implicações políticas dessa guerra comercial e a motivação dos EUA em tentar “colocar o dedo na balança” para ajudar Bolsonaro estão, na prática, gerando uma dinâmica oposta, o que considero problemático. Há pouco tempo, o presidente Lula não estava tão popular, as taxas de aprovação dele estavam caindo e o mercado já começava a esperar uma mudança de regime na próxima eleição, para alguém mais de centro, como Tarcísio. Essa perspectiva ajudou os mercados e ancorou os ativos brasileiros. Se você dissesse hoje ao mercado que Tarcísio venceria, veríamos um grande rali em todos os ativos, mesmo que os desafios fiscais permanecessem sob a nova administração. O que vimos desde que essa tarifa foi introduzida é que Lula vem ganhando popularidade. Trump está criando um inimigo externo comum que os brasileiros conseguem identificar, o que favorece Lula. Ele está ganhando espaço, e penso que a probabilidade de ele ser competitivo aumenta.

Na sua visão, essa situação já está sendo incorporada no preço dos ativos?

Provavelmente foi por isso que os ativos brasileiros tiveram uma queda quando as tarifas foram anunciadas. Tudo está conectado à eleição, não acredito que tenha sido pelas tarifas em si. Se você olhar para o mundo, a administração americana está impondo tarifas em vários lugares, com diversas exceções, algumas temporárias, outras são canceladas depois de anunciadas. Logo, os mercados se tornaram menos reativos a notícias de tarifas. Desde dezembro, os ativos brasileiros se recuperaram bastante porque os investidores começaram a enxergar que Lula não estava tão popular, e imaginaram que talvez no ano seguinte houvesse uma nova administração, mais pró-mercado. Essa era a especulação. Mas, quando vieram as tarifas, Lula acabou recebendo uma carta mais favorável na mão e, basicamente, voltou ao jogo.

Publicidade

Em termos de apetite do investidor estrangeiro, como o Brasil está posicionado em relação a outros emergentes?

O Brasil parece relativamente forte pelo fato de ser uma economia muito diversificada, relativamente fechada e com bem menos exposição aos EUA do que a maioria dos outros países. O problema, para nós, é que o Brasil está negociando com prêmios de risco muito apertados. Ou seja, você não tem muita compensação de risco para investir no Brasil em comparação, por exemplo, com a Colômbia.

Claro, também são situações diferentes. Na Colômbia, também teremos eleições e possibilidade de mudança de regime, mas há uma situação fiscal muito mais desafiadora agora, o que fez os spreads se abrirem bastante. Acreditamos que o mercado está precificando um prêmio de risco baixo demais no Brasil. Por isso, tendemos a ter menos posição em Brasil na situação atual.

O que deve influenciar esse prêmio de risco?

Publicidade

Acredito que as eleições terão implicações significativas para a trajetória de longo prazo do Brasil. Hoje, vemos o rating de crédito do país como um pouco melhor do que deveria. Por isso, temos uma visão menos construtiva em relação à nota de crédito brasileira. Temos um sistema interno no qual tentamos prever para onde a classificação de risco vai caminhar e a trajetória desse rating será muito influenciada por quem vencer a próxima eleição. É justamente isso que deve gerar as grandes oscilações nos ativos brasileiros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Donald Trump
  • Investidor estrangeiro
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Risco fiscal
Cotações
16/01/2026 6h47 (delay 15min)
Câmbio
16/01/2026 6h47 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 2

    FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

  • 3

    Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor

  • 4

    ITCMD: novas regras do "imposto da herança" entram em vigor em 2026

  • 5

    Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Logo E-Investidor
Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Imagem principal sobre o 2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Logo E-Investidor
Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Imagem principal sobre o A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Logo E-Investidor
Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Últimas: Direto da Faria Lima
Ouro, mais real, zero cripto: as preferências da Verde, de Stuhlberger, para 2026
Direto da Faria Lima
Ouro, mais real, zero cripto: as preferências da Verde, de Stuhlberger, para 2026

Em carta mensal, gestora fala sobre ganhos advindos da exposição ao ouro ao longo de 2025, que segue na carteira este ano; no mercado local, fundo usa opções para se proteger do ruído político

12/01/2026 | 15h25 | Por Luíza Lanza
Bradesco Asset vê Bolsa atrativa e aposta em reprecificação com queda da Selic em 2026
Direto da Faria Lima
Bradesco Asset vê Bolsa atrativa e aposta em reprecificação com queda da Selic em 2026

Valuations deprimidos, pouca exposição a ações e expectativa de cortes da Selic criam, segundo a gestora, um cenário raro de reprecificação no Brasil

06/01/2026 | 19h11 | Por Beatriz Rocha
Os planos para 2026 da gestora que triplicou de tamanho em 2025 com ETFs
Direto da Faria Lima
Os planos para 2026 da gestora que triplicou de tamanho em 2025 com ETFs

Em um ano em que a indústria lançou, em média, um novo ETF por semana, a Investo se destacou com atuação em educação financeira

24/12/2025 | 06h30 | Por Beatriz Rocha
Como as grandes gestoras usam IA para ganhar produtividade e tomar decisões que afetam seus investimentos
Direto da Faria Lima
Como as grandes gestoras usam IA para ganhar produtividade e tomar decisões que afetam seus investimentos

Gestoras do Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil revelam como a IA ajuda em suas análises

17/12/2025 | 05h30 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador