• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Operação Twist do Banco Central é pouco provável no Brasil

Bancos centrais de EUA e Japão também compram ações e ETFs para minimizar crise da covid-19

Por Ernani Fagundes

01/06/2020 | 20:11 Atualização: 03/06/2020 | 11:14

Prédio do Banco Central. Foto: André Duzek/ Estadão
Prédio do Banco Central. Foto: André Duzek/ Estadão

Desde o dia 7 de maio de 2020, com a promulgação da Emenda Constitucional 106, o Banco Central do Brasil ganhou poderes para comprar e vender títulos públicos do Tesouro Nacional no mercado secundário local e no exterior. Essa permissão abre a possibilidade da autoridade monetária brasileira realizar operações semelhantes àquelas realizadas pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) durante a crise financeira global de 2008 e nos anos seguintes até a economia norte-americana entrar nos trilhos.

Leia mais:
  • Tesouro Direto atrai mais jovens e registra captação recorde
  • Como diversificar investimentos em renda fixa?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Uma delas é conhecida como Operação Twist, cujo efeito é reduzir os juros para o horizonte de longo prazo. Isso, na prática, em momentos de crise como o atual, pode ajudar empresas a captarem recursos no mercado a custos menores e com um prazo maior. Nesse tipo de intervenção já feito pelo Fed, a autoridade monetária compra uma quantidade expressiva de títulos de longo prazo, enquanto coloca títulos de curto prazo no mesmo volume com taxas de juros pós-fixadas muito baixas na outra ponta, sem ter problemas de enxugamento ou de excesso de liquidez no mercado. A medida que os juros dos títulos públicos se reduzem, os custos para emissores privados (empresas e bancos) também diminuem, pois o mercado sempre precifica o risco corporativo e bancário com um prêmio adicional sobre o risco soberano (do País).

Numa hipótese mais clara, imagine o BC do Brasil comprando do mercado Tesouro IPCA que promete a inflação oficial mais juros reais de 3,5% ao ano com vencimento em agosto de 2030, enquanto vende Tesouro Selic com juros nominais a 2,25% ao ano. Essa operação força a queda dos juros de longo prazo até para papéis privados, e com custos menores, as empresas são incentivadas a buscar mais recursos para sobreviverem à crise ou para investimentos. “Desde a crise de 2008, vários bancos centrais de diversos países fazem isso com títulos públicos. Na crise atual, o Banco do Japão compra até ações de empresas japonesas na bolsa de valores, e o Fed também pretende comprar volumes expressivos em ETFs (fundos listados em bolsa)”, conta Álvaro Villa, economista da Messem Investimentos.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Villa diz que se o BC do Brasil já possui autorização para realizar operações como a Twist no mercado. “A priori, a Twist parece ser a solução perfeita para baixar os juros de longo prazo em qualquer país, mas há sempre o risco de termos um estoque de dívida muito maior, vai se expandindo o balanço do Banco Central. O FED consegue fazer isso com o dinheiro do sistema financeiro americano sem gerar inflação, com juros muito baixos, mas o balanço (dívida do BC) continua crescendo”, observa o economista.

A palavra de Campos Neto sobre o Twist

A possibilidade de se fazer a Twist por aqui já foi levantada inclusive pelo próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, numa live (videoconferência) com executivos do Credit Suisse, em 8 de abril último. “Nosso objetivo não é em nenhum momento inflar o balanço de forma artificial. Mas se for necessário em algum momento para estabilizar o mercado, nós entendemos que essa operação de comprar o (papel) longo e emitir o curto, por exemplo, é uma operação que tem efeito colateral menor, vai ter o encurtamento da duration (duração da dívida), mas gera ganho de estabilização (nas taxas)”, disse Campos Neto, na ocasião.

Álvaro Villa considera o benefício da redução dos juros, mas também vê o risco de uma alocação ruim. “O BC pode se tornar em última instância, o financiador do Tesouro. Não se sabe quais são as consequências disso”, alerta.

Ele lembra que sempre há uma discussão acalorada entre os economistas brasileiros sobre esses novos poderes do BC local, mas Villa também interpreta que a própria PEC do Orçamento de Guerra criou um limite importante para essa atuação da autoridade monetária.  Esse tipo de instrumento só pode ser utilizado enquanto durar a crise causada  pela pandemia de covid-19. Ele tem razão, segundo o texto do artigo sétimo da Emenda Constitucional 106, o BC está “limitado ao enfrentamento da calamidade pública nacional com vigência e efeitos restritos ao período de sua duração”.

Para Marcos de Callis, estrategista da Hieron Patrimônio Familiar e Investimento, o BC do Brasil é muito mais conservador que o de outros países, e provavelmente, não fará uma operação como a Twist. “O Fed não tem restrição nenhuma, simplesmente vai e faz compras massivas achatando a ponta longa. O Fed também atua no mercado de crédito, comprando papéis privados, e agora também negocia para comprar ETFs, algumas dessas atuações são estimulativas. O que o Fed e o Banco do Japão estão fazendo, só a História vai dizer depois se foram acertadas”, compara.

Publicidade

Callis acredita que a autoridade monetária local só vai atuar na ponta inteira dos juros se perceber alguma disfuncionalidade no preço dos títulos. “O BC do Brasil só vai atuar quando ver disfuncionalidade e só até deixar o mercado funcional. Restaurar a funcionalidade é positivo”, afirma. Sobre a compra de títulos, Callis diz que o BC “até pode ganhar dinheiro com isso” quando desfazer da posição. “O BC vai trabalhar como um market-maker, comprando e vendendo ativos, e dando liquidez ao mercado”, exemplificou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Exchange Traded Fund (ETF)
  • Operação Twist
  • Roberto Campos Neto
Cotações
28/04/2026 16h38 (delay 15min)
Câmbio
28/04/2026 16h38 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje fecha abaixo de 190 mil pontos com tensão EUA-Irã, Focus e Super Quarta no radar; dólar cai

  • 2

    Pedidos e entregas da Embraer (EMBJ3) no 1º trimestre agradam analistas, que enxergam “robustez” da companhia

  • 3

    IPCA acima da meta muda rota da Selic e mercado prevê corte menor pelo Copom

  • 4

    Ibovespa hoje recua com aceleração do IPCA-15 pressionando corte de juros no País

  • 5

    Dow Jones hoje opera com cautela em meio ao avanço do petróleo e expectativa pela decisão sobre juros

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: passo a passo para trocar de investimento pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: passo a passo para trocar de investimento pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o Idosos conseguem participar de cursos educativos gratuitamente? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos conseguem participar de cursos educativos gratuitamente? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: passo a passo para alunos investirem no Tesouro Selic e fazer o dinheiro render
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: passo a passo para alunos investirem no Tesouro Selic e fazer o dinheiro render
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: 2 meios acessíveis para alunos investirem o dinheiro do incentivo
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: 2 meios acessíveis para alunos investirem o dinheiro do incentivo
Imagem principal sobre o Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Logo E-Investidor
Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Últimas:
Santander: setor de construção deve ter resultados mistos no 1T26
Mercado
Santander: setor de construção deve ter resultados mistos no 1T26

Banco vê pressão de custos com alta do petróleo afetando margens, mas aposta em crescimento de receita e lucro para parte das construtoras no trimestre

28/04/2026 | 16h33 | Por Cecília Mayrink
UBS projeta rali de ações em 2026 impulsionado por IA, mas vê dívida e geopolítica como ameaças
Mercado
UBS projeta rali de ações em 2026 impulsionado por IA, mas vê dívida e geopolítica como ameaças

Banco projeta rali liderado por tecnologia e lucros, com S&P 500 a 7.700 pontos, mas destaca riscos com dívida global, inflação e tensões entre EUA e China

28/04/2026 | 15h39 | Por Isabela Ortiz
Ouro fecha em queda com expectativa de juros elevados ante impasse no Oriente Médio
Tempo Real
Ouro fecha em queda com expectativa de juros elevados ante impasse no Oriente Médio

Para o MUFG, a contínua interrupção do Estreito de Ormuz intensifica as preocupações com a inflação global

28/04/2026 | 15h32 | Por Letícia Araújo
Bolsas da Europa fecham sem direção única com dúvidas sobre negociações entre EUA e Irã
Tempo Real
Bolsas da Europa fecham sem direção única com dúvidas sobre negociações entre EUA e Irã

Expectativas dos consumidores para a inflação na zona do euro saltaram para 4% nos próximos meses, segundo o BCE

28/04/2026 | 14h50 | Por Isabella Pugliese Vellani

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador