Porém, quem apostou R$ 5 mil naquela época com fé nos diferenciais da companhia, como a liderança mundial em exploração e produção de petróleo em águas profundas e dominância na distribuição de combustíveis e refino no Brasil, tem hoje R$ 26.619,50 na carteira. Esse é um valor quase cinco vezes maior, um crescimento de 432,39%.
“Esse período coincidiu com um preço do petróleo em baixa e uma série de incertezas para investidores. No entanto, para quem decidiu investir na época, o resultado foi impressionante”, avalia Di Matina, que fez o levantamento sobre a valorização do papel a pedido do E-Investidor.
O período de recuperação da Petrobras, lembra o especialista, envolveu um esforço de reestruturação interna, venda de ativos, redução da alavancagem e uma política mais rígida de controle financeiro. Esses fatores, aliados à retomada dos preços do petróleo e um ambiente econômico mais favorável, possibilitaram que a empresa voltasse a ser vista como uma das gigantes do setor. “A Petrobras se beneficiou da alta global do petróleo e da recuperação econômica interna.”
Com o balanço do terceiro trimestre a ser divulgado na próxima quinta (7), a estatal enfrenta novos desafios, e uma certa desconfiança do mercado. “A expectativa para o futuro é mista, pois a Petrobras continua sujeita a variáveis econômicas globais, políticas internas e, agora, às preocupações ambientais e de governança”, comenta Di Matina.
As adversidades apontadas pelo profissional envolvem questões ligadas a possíveis interferências políticas. A substituição do CEO Jean Paul Prates por Magda Chambriard, em junho, afetou a confiança de investidores.
Na parte ambiental, a exploração da Margem Equatorial é foco de muita resistência, enquanto no operacional, a Petrobras chamou para si a necessidade de diversificar a matriz energética, com um plano de investimentos de US$ 102 bilhões até 2028.
A revisão da política de preços também é um tema de constante estresse na companhia e conversa com os problemas externos em relação a câmbio, preço internacional do petróleo e instabilidade geopolítica.
O mercado observa com cautela a estabilidade das políticas de preços e investimentos da Petrobras (PETR3; PETR4), especialmente devido às pressões para transição energética, observa o especialista da Hike Capital. “Em comparação com 2016, a empresa possui uma base mais sólida, mas permanece vulnerável às flutuações do petróleo e aos desafios de diversificação.