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Investimentos

Tesouro Direto: o que é e como funciona?

Conheça melhor o investimento de renda fixa popular entre os brasileiros

Por E-Investidor

21/08/2021 | 7:00 Atualização: 11/05/2022 | 17:11

(Fonte: Pexels)
(Fonte: Pexels)

(Por Mellanie Novais/especial para o E-Investidor) – O Tesouro Direto é um investimento de  renda fixa muito popular por conta de sua acessibilidade, segurança e rentabilidade maior do que a da poupança. Esse ativo é um investimento que pode compor as mais diversas carteiras, independente do objetivo ser de curto, médio ou longo prazo.

Leia mais:
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Saiba o que é o Tesouro Direto, tipos de títulos públicos e suas particularidades, além de todos os detalhes para começar a investir nesses ativos. Confira!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa de investimentos criado em 2002 pelo Tesouro Nacional — responsável pela gestão da dívida pública —, em parceria com a B3, a bolsa de valores oficial brasileira. Por meio dele, é possível que pessoas físicas comprem títulos públicos federais.

Basicamente, ao comprar um título público do Tesouro Direto, a pessoa está “emprestando” dinheiro para o governo.

Como funciona o Tesouro Direto

Ao emitir um título de dívida pública no Tesouro Direto, o governo define a data em que receberá o papel de volta, determinando seu vencimento. Consequentemente, quem adquiriu o título irá receber uma remuneração, por meio dos juros, no dia do vencimento do título.

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A popularidade do Tesouro Direto se dá por diversos motivos, tais como sua liquidez diária, que permite a compra e o saque dos títulos todos os dias. Ainda, seu valor mínimo de investimento é baixo: apenas R$ 30, tornando-o um investimento muito acessível. Entre outras vantagens do Tesouro Direto, está o seu baixo risco de investimento e uma rentabilidade atrativa para quem busca aplicações seguras.

Tipos de título público

Os títulos públicos do Tesouro Direto são ativos de renda fixa, que podem ser classificados em três grupos, de acordo com a sua rentabilidade: prefixados, pós-fixados e híbridos. Na sequência, você pode entender melhor cada tipo de título público.

Títulos prefixados

Os títulos públicos prefixados são aqueles em que a rentabilidade já é conhecida no momento do investimento. Assim, é possível saber exatamente qual será o retorno financeiro.

Porém, a taxa de rentabilidade fixa só é válida no vencimento do título público, ou seja, caso o papel seja vendido antes dessa data, é possível que haja prejuízo.

Tesouro SELIC (pós-fixado)

Os títulos públicos pós-fixados são aqueles cuja rentabilidade está atrelada a um indicador de referência. No caso do Tesouro Selic, os títulos são atrelados à Taxa Selic (taxa básica de juros da economia). Assim, a rentabilidade consiste na remuneração anual fixa mais a Taxa Selic naquele período.

Essa é uma opção ideal para quem está começando a investir em Tesouro Direto ou que procura algo a curto prazo, pois tem um baixo risco no caso de venda do título antes do vencimento.

Tesouro IPCA+ (híbrido)

Já o Tesouro IPCA+ está atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do País. É uma boa alternativa de investimento para objetivos de médio e longo prazos, pois costuma ter datas de vencimento maiores. Vale destacar que esse é um título público híbrido, porque além do rendimento acompanhar a inflação, há uma taxa de remuneração fixada no momento da compra, tornando-o tanto prefixado quanto pós-fixado.

Qual é a rentabilidade do Tesouro Direto?

A rentabilidade do Tesouro Direto varia de acordo com o tipo de título público. No caso dos títulos prefixados, já se sabe qual será o retorno financeiro já no momento em que adquire os papéis. Mas, para os títulos pós-fixados, a rentabilidade está atrelada a outros fatores, como a Taxa Selic e o IPCA.

Porém, é importante ressaltar que a rentabilidade do Tesouro Direto só é garantida se você mantiver os ativos até o vencimento. Caso venda os títulos públicos antes dessa data, é possível não obter o rendimento completo ou até mesmo ter um prejuízo.

A rentabilidade do Tesouro Direto pode ser fixa ou variável, mas é sempre possível estabelecer previsões com base na análise de oscilações de taxas essenciais da economia, como a Selic. (Fonte: Pexels)

É seguro investir em Tesouro Direto?

Sim. O Tesouro Direto tem um risco de investimento baixo, pois seu pagamento é garantido pelo governo federal. A possibilidade de o governo não pagar a dívida é mais baixa do que a de bancos privados.

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Por isso, o Tesouro é um investimento mais seguro do que as poupanças. Desde a criação do programa de investimentos, o governo brasileiro nunca deu calote no Tesouro Direto, o que reforça o fato de que esse é um investimento de renda fixa bastante seguro.

Como investir no Tesouro Direto?

Para investir no Tesouro Direto, é preciso ter um CPF e uma conta em uma instituição financeira habilitada para realizar a operação (que é feita on-line), como bancos de investimento ou corretoras. São essas instituições que fazem o intermédio entre o investidor e a B3.

Por isso, é muito importante escolher um banco ou uma corretora que não cobre taxas em investimentos de Tesouro Direto, pois isso aumenta sua rentabilidade final.

Por meio dessas instituições financeiras habilitadas, é possível fazer o cadastro no Tesouro Direto. Feito isso, basta transferir o valor que você gostaria de investir da sua conta bancária para a dessa instituição. Depois, é só investir no título público que mais se encaixa no seu perfil de investidor.

O investidor que deseja adquirir títulos do Tesouro pode fazer isso online, por conta própria, basta que tenha uma conta ativa em uma instituição financeira habilitada. (Fonte: Unsplash)

No site do Tesouro Direto (www.tesourodireto.com.br), você encontra todas as informações de cada título público disponível, como rentabilidade anual, investimento mínimo e preço unitário do papel.

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