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Investimentos

Tesouro Direto bate recorde de vendas. Qual a melhor opção do momento?

Volume de vendas do Tesouro Direto em julho foi o segundo maior da história

Por Luíza Lanza

30/08/2022 | 10:17 Atualização: 30/08/2022 | 10:23

Tesouro Selic foi a opção preferida dos investidores em julho. Foto: Shutterstock/Brenda Rocha - Blossom/Reprodução
Tesouro Selic foi a opção preferida dos investidores em julho. Foto: Shutterstock/Brenda Rocha - Blossom/Reprodução

Na última sexta-feira (26), o Tesouro Nacional divulgou o balanço dos títulos públicos para o mês de julho, confirmando a visão de analistas do mercado de que a renda fixa voltou ao posto de queridinha dos investidores.

Leia mais:
  • Renda fixa: como ficam os títulos IPCA+ na deflação
  • Tesouro Direto: Quanto rendem R$ 5 mil com os juros a 13,75%
  • Credit Suisse: Aumentar posição em Bolsa, só depois da eleição
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As vendas do Tesouro Direto a pessoas físicas por meio da internet somaram R$ 4,01 bilhões no período, o segundo maior volume da história para um mês, atrás apenas de maio de 2019, quando foram vendidos R$ 5,86 bilhões.

A renda fixa está em alta desde que, no final de 2021, o Banco Central iniciou a trajetória de alta na taxa básica de juros para tentar conter a inflação no País. Agora, com a Selic em 13,75% ao ano, investidores têm preferido a segurança desses títulos a navegar pela volatilidade da bolsa e dos ativos de renda variável.

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Somente em julho, 535.983 novos participantes foram cadastrados no Tesouro, totalizando 20 milhões de investidores. Veja as melhores opções de renda fixa com o atual patamar da Selic.

“Com os juros lá em cima, o investidor chega a ter retorno de quase 1% por mês. Até um ano atrás, esse ganho era impensável. No cenário de incertezas, as pessoas ficam mais avessas a investimentos de risco e correm para renda fixa e títulos públicos”, explica Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, empresa de educação financeira.

De acordo com o Tesouro Nacional, os títulos mais procurados por investidores foram o Tesouro Selic, cuja participação nas vendas atingiu 49,4%, e o Tesouro IPCA+, correspondente a 37,7% do total.

Já os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 12,9%. “O Tesouro Selic é um título mais conservador do que o IPCA+ e o prefixado. Isso mostra que, ao mesmo tempo em que as pessoas despertaram o interesse pela renda fixa, ainda preferem entrar em um título mais conservador”, destaca Christopher Galvão, analista da Nord Research.

Qual a melhor opção?

Na prática, o título atrelado à taxa Selic funciona como um empréstimo para o governo, por isso é considerado a opção mais segura e de maior liquidez. Veja quanto rende uma aplicação de R$ 5 mil no Tesouro Direto. 

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Os indexados ao IPCA ou prefixados, por sua vez, podem sofrer com marcações a mercado, uma precificação diária que pode afetar a rentabilidade do investidor no caso de um resgate antes do prazo de vencimento.

Com eleições e questões fiscais no radar, o preço desses ativos pode variar – um risco a mais em comparação ao Tesouro Selic, por exemplo. “Nesse momento, prefiro o título atrelado à Selic. É o mais recomendado”, diz Galvão, da Nord.

Contamos nesta reportagem como ficam os títulos IPCA+ em um cenário de deflação.

Mas isso não significa que o investidor precise dizer não às outras opções. Os prefixados e os atrelados ao IPCA também devem ter seu lugar na carteira, uma estratégia de diversificação que pode ser montada pensando em diferentes prazos de vencimento.

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“A diversificação é chave para tudo, é muito arriscado colocar tudo em uma estratégia só”, diz Felipe Santos, consultor de investimentos da Aplix Investimentos. Na visão do especialista, a maior parte do portfólio de renda fixa deve ser do Tesouro Selic, que pode ser uma boa opção para a reserva de emergência. Uma parcela menor pode estar indexada ao IPCA, para proteger parte do patrimônio da inflação corrente.

“Os prefixados já considero uma opção mais arriscada, mas também interessante visto que a taxa de juros está em um patamar alto e, muito provavelmente, não teremos maiores aumentos. Para um prazo mais curto, de dois ou três anos, o prefixado talvez seja interessante; mas em quantidades não muito grandes”, destaca Santos.

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