Queridinhas do carry trade: por quer moedas como real devem oferecer mais retornos sólidos em 2026
Rendimentos nominais de moedas de carrego permanecem elevados, nota o UBS WM, cravando que os bancos centrais de mercados emergentes mantiveram taxas de juros estáveis
Segundo o UBS WM, moedas de alto rendimento continuaram oferecendo retornos sólidos e a perspectiva para elas continua favorável. (Imagem: Adobe Stock)
O UBS Wealth Management afirma que as “queridinhas do carry trade, como o peso mexicano, o real brasileiro e o rand sul-americano” devem continuar tendo três fatores-chave de suporte em 2026, após terem brilhado em termos de retorno real no segundo semestre de 2025. A partir disso, o Carry trade é um mecanismo de investimento que visa obter lucros com base na diferença da taxa de juros entre moedas de dois países.
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Em geral, as moedas de mercados emergentes não conseguiram repetir o forte desempenho do primeiro semestre de 2025 no segundo semestre. Contudo, moedas de alto rendimento continuaram oferecendo retornos sólidos e a perspectiva para elas continua favorável, segundo o UBS WM.
Assim, na hora de montar o portfólio, a casa afirma gostar de montar posição “de forma diversificada em moedas de mercados emergentes de alto rendimento, incluindo o BRL (real), MXN (peso mexicano), INR (rupia indiana), ZAR (rand sul-africano) e TRY (lira turca)“.
O primeiro fator chave que deve sustentar moedas de carrego neste ano é o fato de que rendimentos nominais e reais permanecem elevados, nota o UBS WM, cravando que os bancos centrais de mercados emergentes mantiveram taxas de juros estáveis ou as cortaram em um momento em que o Federal Reserve (Fed) também flexibilizava sua política monetária. Além disso, a inflação permanece sob controle,
apoiando rendimentos reais elevados, especialmente em países da América Latina.
O segundo fator é que o crescimento econômico global permanece resiliente, com perspectiva de medidas de estímulo fiscal nos Estados Unidos, na Alemanha e no Japão proporcionando algum suporte adicional. O terceiro é que, à medida que investidores globais repensam suas exposições a risco e procuram oportunidades de diversificação, os ativos de mercados emergentes devem atrair fluxos adicionais.