Em meio ao maior apetite ao risco, o dólar apresenta fraqueza frente as principais divisas e moedas de países emergentes, enquanto os juros dos Treasuries mostram indefinição nesta manhã. No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo mostram recuperação após três semanas de queda.
Por aqui, apesar de algum ânimo externo, os ruídos domésticos podem limitar a performance dos ativos de risco. O contraponto fica para os resultados do primeiro trimestre de 2023 das companhias que apresentarão ao longo da semana, com o mercado digerindo hoje os números dos bancos Itaú e BTG Pactual.
Agenda econômica
Brasil: Logo pela manhã foi conhecido o Índice Geral de Preços/Disponibilidade Interna (GP-DI) de abril que mostrou queda de 1,01%, levemente maior do que a expectativa que apontava para 0,99%, e também afrente da deflação de 0,34% apresentada em março. Ainda hoje é esperado o Boletim Focus, do Banco Central. Na terça-feira o destaque é a Ata referente a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na quarta-feira será a vez da produção industrial de março. E a semana termina com o dado oficial de inflação, com o número do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril.
EUA: Após a definição de juros, está semana os investidores ficarão atentos as falas de uma série de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na agenda de indicadores, destaque para os dados de Inflação ao Consumidor (CPI) na quarta-feira e Inflação ao Produtor (PPI) na quinta-feira. Além disso, o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) é esperado na quinta-feira e o sentimento do consumidor preliminar de maio, bem como as expectativas de inflação da Universidade de Michigan, na sexta-feira.
Europa: Na Alemanha será conhecido o CPI na quarta-feira. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra anunciará decisão de política monetária na quinta-feira.