Os investidores ainda aguardam o início da temporada de balanços corporativos nos EUA, além da última ata de política monetária do Federal Reserve. Na Europa, os sinais são mistos, após avanço anual de 4,1% do CPI da Alemanha e produção
industrial no Reino Unido ter vindo melhor que o esperado.
Na China, os investidores reagiram com otimismo ao resultado das exportações do país acima das expectativas em setembro, com um salto anual de 28,1%. Enquanto isso, o petróleo, os juros dos Treasuries e o dólar recuam.
Aqui no Brasil, os mercados locais devem passar por ajustes na reabertura pós feriado local. Com a agenda mais fraca no Brasil, devem ser monitoradas ainda as participações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). No Congresso, há expectativas se a Câmara votará hoje o projeto de Lei sobre o ICMS de combustíveis e se o relator da medida provisória que cria o Auxílio Brasil, apresentará o seu parecer.
Agenda econômica 13/10
Brasil: Em Washinghton, Campos Neto e Guedes participam, a partir de 7h45 de Brasília, de reunião do FMI e, às 10h45, os dois estarão na reunião de ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20. No Brasil, sai o fluxo cambial semanal às 14h30. Mais cedo saiu a 1ª prévia do IPCS capitais de outubro.
EUA: A agenda traz hoje a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) de setembro às 9h30. O Federal Reserve divulga a ata da última reunião de política monetária, às 15 horas. O JPMorgan e a Black Rock divulgam resultados trimestrais, antes da abertura do mercado em Nova York. A Opep divulga relatório mensal sobre mercado de petróleo, às 8h.
Europa: A produção industrial do Reino Unido subiu 0,8% em agosto na comparação com o mês de julho. O dado veio acima das estimativas de analistas que esperavam alta de 0,2%.
China: Hoje sai a inflação ao consumidor (CPI) de setembro da China, às 22h30. As exportações chinesas tiveram avanço de 28,1% em base anual em setembro, em dólares, também acima do esperado pelos economistas, que projetavam crescimento de 21%. As importações em dólares, por sua vez, tiveram alta de 17,6% no mês passado, abaixo das previsões de avanço de 19,1%. O superávit comercial foi de US$ 66,76 bilhões, acima das expectativas de analistas de superávit de US$ 50,5 bilhões. O resultado também mostra avanço em relação ao superávit registrado em agosto, que foi de US$ 58,3 bilhões.