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Mercado

Alta no combustível empurra ações ligadas ao turismo para baixo em outubro

Mesmo com a imunização em massa dos brasileiros, o setor de turismo é destaque negativo

avião, aeronave
Foto: Pixabay
  • Desde o dia 18 de outubro, as empresas aéreas, bem como as de turismo, só fecharam um pregão no azul, na última segunda-feira (25), acompanhando o fluxo do Ibovespa
  • Para analistas, as ações das áreas e do setor de turismo estão entre as mais sensíveis ao sentimento econômico do País
  • “Ainda que as passagens tenham elevação de preços e mesmo que a atividade seja retomada, o cenário para o setor é completamente diferente ao anterior da pandemia", diz analista da Inversa

Mesmo com a imunização de mais da metade dos brasileiros contra o coronavírus, possibilitando a reabertura de atividades, serviços e viagens, o setor de turismo, na Bolsa é destaque entre as quedas de outubro. Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3) só não caíram mais que Méliuz (CASH3).

Desde o dia 18 de outubro, as empresas aéreas, bem como a de turismo, só fecharam um pregão no azul, na última segunda-feira (25), acompanhando o fluxo do Ibovespa.

O impacto, desde o começo da pandemia, com o fechamento de fronteiras e contração dos números de voos, elevou as expectativas para que as empresas recuperassem os danos com a reabertura, porém não é o que acontece. O segmento sofre com os custos elevados da inflação, visto tanto nos preços das commodities, como no câmbio.

Para analistas, as ações das áreas e do setor de turismo estão entre as mais sensíveis ao sentimento econômico do País. Quando o cenário é positivo, elas crescem mais que a média. Por outro lado, quando o sentimento é de insegurança econômica, as aéreas retraem, como o que aconteceu no mês. Aumento dos preços, crise energética e sensação de insegurança monetária são alguns dos fatores de impacto.

Olhando para as ações dentro de um portfólio, de acordo com Nicolas Merola, analista da Inversa, o setor não é estruturalmente interessante para investir no longo prazo por conta dos riscos mais elevados. “É vantajoso quando é uma estratégia pontual, como a percepção de tendências e expectativa por temporadas. Dessa forma, inserimos na carteira”, aponta.

Para o fim do ano, é possível que a época de férias e viagens, além de retornos de trajetos internacionais, como já anunciado pela Azul, contribuam para o desempenho das empresas.

Segundo avaliação da Ágora Investimentos, o tráfego doméstico ainda está superando os voos internacionais devido às restrições na fronteira para conter a propagação do vírus. Mesmo com as expectativas para a ampliação dos voos ao exterior, a corretora mantém preferência pela AZUL4.

Para Lucas Mastromonico, operador de renda variável da B.Side Investimentos, a perda de atratividade por conta de uma inflação galopante pode ser amenizada com as viagens de fim de ano.

Ele ressalta que tanto as viagens para férias, réveillon e, inclusive, o Carnaval no ano que vem devem contribuir para os resultados das empresas no último trimestre deste ano.

“Um exercício de economia real que podemos fazer para avaliar o setor é buscar passagens e hospedagens e avaliar a disponibilidades”, explica.

O especialista da B.Side ressalta que a queda da CVC (CVCB3) também foi afetada pelo ataque hacker sofrido pela empresa no início do mês, o que deixou investidores temerosos sobre os caminhos da companhia de viagens.

Confira o desempenho das empresas de turismo na Bolsa

TickerEmpresaCotaçãoVariação no mêsVariação no ano
AZUL4AzulR$ 25,50-29,74%-34,91%
GOLL4GolR$ 15,47-25,35%-38,01%
CVCB3CVC BrasilR$ 16,26-24,67%-18,05%
Fonte: Broadcast. Dados do pregão de 29/10/21

Aumento do preço das passagens

Para quem procurou comprar tickets de viagem para os próximos meses, certamente percebeu um valor mais elevado. Apesar do aumento, o custo ainda é maior.

Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a tarifa média das passagens domésticas cresceram 21,7% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. Apesar disso, com a inflação e com o aumento de custos, o valor repassado ao consumidor não deve ser suficiente para impulsionar os resultados das empresas.

“Ainda que as passagens tenham elevação de preços e mesmo que a atividade seja retomada, o cenário para o setor é completamente diferente ao anterior da pandemia. O petróleo custa hoje por volta de US$ 80, enquanto esteve na casa de US$ 40 antes”, explica o analista da Inversa.

Aéreas internacionais

A preocupação com o setor não é exclusiva do Brasil. A ações das aéreas no exterior também sofreram no mês.

Merola, da Inversa, comenta que se o investidor olhar tickers de companhias aéreas nas bolsas americanas, vai ver a mesma direção de queda, já que os fatores de impacto não são exclusivos do cenário nacional.

Entre as empresas, American Airlines (NASDAQ: AAL), Delta Airlines (NYSE: DAL), Alaska (NYSE: ALK) apresentam resultados negativos.

Confira o desempenho das aéreas nos EUA. Todas marcaram queda em outubro:

TickerEmpresaCotação
Variação no mês
ALKAlaska Air Group, Inc.US$ 52,28-12,56%
DALDelta Air Lines, Inc.US$ 38,9-9,71%
LUVSouthwest Airlines CompanyUS$ 47,08-10,09%
SAVESpirit Airlines, Inc.US$ 22,02-15,16%
ALGTAllegiant Travel CompanyUS$ 173,27-14,09%
AALAmerican Airlines Group, Inc.US$ 19,03-9,40%
ULCCFrontier Group Holdings IncUS$ 15,64-4,81%
HAHawaiian Holdings, Inc.US$ 19,32-12,92%
JBLUJetBlue Airways CorporationUS$ 14,04-10,43%
MESAMesa Air Group, Inc.US$ 7,56-4,18%
SKYWSkyWest, Inc.US$ 42,86-15,12%
SNCYSun Country Airlines Holdings IncUS$ 30,87-7,63%
UALUnited Airlines Holdings, Inc.US$ 45,73-6,12%
Fonte: GoogleFinance. Dados do pregão de 29/10/21

Expectativas

Na última semana, Azul anunciou o contrato com o Warrant Agreement, que prevê a entrega de bônus de subscrição do direito de compra de 1,8 milhão de ações ordinárias de emissão da Lilium NV (NASDAQ: LILM) pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras. O acordo faz parte dos planos de parceria com o intuito de construir uma malha exclusiva com aeronaves “eVTOL” (modelo de carro voador) no Brasil.

Investidores devem ficar atentos ao desenrolar da parceria entre a brasileira e a empresa aeroespacial alemã.

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