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Os alimentos que ficaram mais caros e baratos no primeiro semestre de 2023

No topo da lista dos mais caros, está o morango. Já na lista dos mais baratos, o limão é o top 1

Por Rebecca Crepaldi

18/07/2023 | 15:00 Atualização: 18/07/2023 | 15:49

Os preços de algumas frutas, verduras e legumes seguem aumentando nos supermercados. Foto: Envato Elements
Os preços de algumas frutas, verduras e legumes seguem aumentando nos supermercados. Foto: Envato Elements

Mesmo com o recuo da inflação em junho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,08% – o menor resultado para o mês desde 2017 – alguns alimentos seguem o caminho contrário e dispararam quase 80% no primeiro semestre de 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O campeão da lista é o morango, que ficou 79,62% mais caro na média brasileira. Em segundo lugar, vem a cenoura, que teve um aumento médio no preço de 64,19% – mas, em algumas capitais, como Belo Horizonte, inflacionou mais de 89%.

Na outra ponta, em primeiro lugar como o item que mais barateou está o limão, com uma queda de -44,05%. Quase encostada na fruta, a cebola aparece como o segundo alimento mais barato, com recuo de -43,46% na média brasileira, chegando, em Porto Alegre, a uma redução do custo de -51,34% no primeiro semestre.

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Apesar desses itens terem disparado no semestre, alguns dos subgrupos apresentaram deflação, como: tubérculos, raízes e legumes (-7,88%) e frutas (-0,92%). Já bebidas e infusões (2,55%) e hortaliças e verduras (18,21%) subiram. No grupo geral de alimentação e bebida, a inflação acumulada dos seis primeiros meses está em 1,02%.

Abril foi o mês com maior inflação dos alimentos

No primeiro semestre de 2023, vemos dois destaques: abril, com a maior inflação mensal (0,71%) no grupo de alimentos e bebidas; e junho, com a menor (-0,66%). Para Rica Mello, economista, o que motivou os registros de alta e baixa é uma somatória de três fatores: o clima, o alto preço do dólar até abril, que afetou a cadeia, e a Guerra da Ucrânia e Rússia.

“Até o mês de abril, o tempo não estava tão favorável e o dólar ainda estava com valores um pouco mais elevados. A partir de maio, a pressão de preços internacionais começou a reduzir. Além disso, aos poucos, os fornecedores de alimentos ao redor do mundo conseguiram se adequar à Guerra da Ucrânia e da Rússia”, afirma.

Nesse movimento pós-abril, segundo Mello, os fertilizantes, os insumos e os combustíveis, caíram de preço. “Então todo o entorno do alimento foi caindo de preço. E a safra brasileira também tem um potencial muito grande, a oferta é maior do que se imaginava e o custo do alimento foi caindo em todo mundo, além do dólar. Tudo isso fez que, a partir de maio, os alimentos começassem a cair mais rapidamente”, destaca.

Confira os alimentos que mais subiram

André Yano, sócio da WIT Invest, explica que, de acordo com produtores rurais consultados, as altas são reflexos da baixa oferta e alta demanda. Segundo ele, esses alimentos são mais difíceis de serem produzidos em larga escala, principalmente em momentos de climas frios. “As geadas, por exemplo, afetam a couve. Brócolis também”, comenta.

Confira os alimentos que mais caíram

Em relação às baixas nos preços, Yano destaca o óleo de soja. “Este produto está muito relacionado a parte de commodities. A soja caiu e isso acabou influenciando a queda do preço do produto”, exemplifica. Já para a banana, ele também cita a alta produção, que consegue atender a demanda.

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