• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Aperto em gastos e déficit zero: o que o mercado quer do arcabouço fiscal

Analistas apontam pontos cruciais e ideias para que o novo arcabouço fiscal tenha impacto positivo no mercado

Por Jenne Andrade

29/03/2023 | 9:42 Atualização: 30/03/2023 | 8:57

Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Foto: Wilton Junior/Estadão
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Foto: Wilton Junior/Estadão

O Teto de Gastos, regra estabelecida no governo de Michel Temer (MDB) que limita as despesas primárias do governo, está com os dias contados. Nesta quinta-feira (30), a divulgação oficial do teor da proposta do novo arcabouço fiscal será detalhada às 10h30 pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad , em coletiva de imprensa.

Leia mais:
  • Arcabouço fiscal: como as novas regras impactam o investidor
  • Os fatores que estão segurando o Ibovespa abaixo dos 100 mil pontos
  • Credibilidade do Brasil está ameaçada sem arcabouço fiscal
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O projeto prevê zerar o rombo das contas do governo federal em 2024, segundo apuração do Estadão. A nova regra também deve limitar o crescimento da despesa a 70% do avanço das receitas, mas esse porcentual cairia para 50% no ano seguinte se houvesse descontrole das contas públicas.

As informações prévias foram bem recebidas por analistas consultados pelo Estadão, que antecipam reação favorável dos ativos brasileiros, como juros futuros, câmbio e ações nesta quinta.

  • O que significa arcabouço fiscal?

Vale lembrar que este é o evento mais aguardado pelo mercado desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. Isto por que a partir do momento em que o texto for conhecido, a sociedade saberá quais devem ser parâmetros orçamentários que poderão ditar o curso das contas públicas e, por consequência, as perspectivas para inflação e juros, além do humor do Ibovespa.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Essa relação entre as expectativas para o fiscal e a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano foi evidenciada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), na ata divulgada na terça (28). Segundo a autoridade monetária, ter um arcabouço fiscal “sólido e crível” pode levar ao arrefecimento da inflação (pelo controle de gastos), o que abre espaço para cortes nos juros.

O Comitê também ressaltou também que não hesitará em elevar a Selic novamente caso as perspectivas continuem incertas.  O tom agradou aos investidores, que se preocupavam com uma possível interferência por parte do Executivo na política monetária.

O E-Investidor também conversou com analistas para entender quais são os pontos cruciais para que o novo arcabouço fiscal tenha impacto positivo no mercado. Leia as opiniões na íntegra:

Fábio Sobreira, analista chefe e sócio da Harami Research

Publicidade

“O mercado vem esperando que o arcabouço traga regras claras para trazer o Brasil para uma linha menos irresponsável de gastos. O governo está sempre falando de gastar mais, de licença para gastar, o presidente Lula pedindo para tirar a palavra gastos e trocar por investimentos. Então parece que eles não sabem como as regras funcionam, e isso é muito ruim.

Se fosse uma pessoa física querendo ser responsável com as contas, ela iria trabalhar para ganhar mais dinheiro ou gastar menos para sobrar dinheiro. Só que o governo só tem falado em gastar mais, que pode se tornar uma questão inflacionária. Essa inflação preocupa porque ela é ruim para a população, de uma forma geral, e é ruim para o Banco Central, que tenta deixar a inflação na meta.”

Flávio Conde, analista de ações da Levante Ideias de Investimento

“O mercado espera um conjunto de regras fiscais que faça com que o déficit público não seja alto e que seja até superávit daqui a alguns anos, de modo a estabilizar ou diminuir a dívida pública brasileira sobre o PIB, que está em torno de 73%, 74%. Acima de 80%, torna-se muito arriscada a dívida e pode te fuga de investidores.

Publicidade

Difícil falar qual seria modelo ideal do arcabouço fiscal, mas eu acredito que poderia ser um modelo que, em anos de crescimento econômico acima de 2%, gerasse um superávit fiscal. E, naqueles de crescimento abaixo de 2%, apresentasse um déficit fiscal para justamente ter mais dinheiro para voltar crescer acima de 2%.”

Gustavo Cruz, Estrategista Chefe da RB Investimentos

“O mercado quer saber como vai ser o controle de gastos para os próximos anos. A ideia é chegarmos em uma trajetória mais sustentável da dívida brasileira, para não ficar todo ano fechando com déficits, como ficamos nessa última década quase inteira. Em 2023, por exemplo, já voltaremos para um déficit de mais de 1% do PIB.

As dúvidas estão entorno de quais serão as amarras para o controle de gastos. Por exemplo, se vai ser uma amarra por crescimento real, inflação ou estimativa de arrecadação. Outra dúvida é se a regra, de fato, será cumprida. Quando o Banco Central fala em um arcabouço “crível”, significa algo que não é fácil de ser burlado. Se o governo colocar que o déficit só pode crescer um percentual da estimativa de receita, qual a punição se chegar ao fim de ano e a receita for menor que a estimativa? É um pedido de desculpas ao Congresso ou no ano seguinte deverá gastar menos?.”

Publicidade

José Faria Júnior, CFP© pela Planejar

O Copom, em sua ata, colocou que não há uma relação mecânica entre o novo arcabouço fiscal e a queda de juros. Isso gerou um estresse maior entre o Governo e o Banco Central e sob esse aspecto há uma razão. Ou seja, não quer dizer que o simples anúncio da nova regra garanta que a situação fiscal do país vai melhorar. A boa recepção do arcabouço depende ainda de aprovação no Congresso e da boa execução da regra. A princípio, estamos abandonando uma regra bastante simples, que é a regra do Teto de Gastos, em que basicamente as despesas subiam de acordo com a inflação passada.

Pedro Henrique Accorsi, analista da Ticker Research

“É praticamente impossível a gente falar de fiscal sem analisar o governo que temos hoje. Um governo que tende a governar mais com o seu fim social do que com o seu fim econômico de fato.

Publicidade

Vemos muita gente criando teses e narrativas de que o fiscal vai ser totalmente destruído, que não haverá comprometimento nenhum em gastos do governo e que isso vai gerar um movimento inflacionário absurdo. Eu não penso dessa forma, porque nos primeiros mandatos do Lula ele tinha um apoio popular muito grande. Ele não tinha nenhum escândalo de corrupção ou qualquer outro fator que afetasse a sua popularidade, então ele tinha uma flexibilidade maior para fazer o que ele bem entendesse (e não descontrolou totalmente os gastos).

Então a tendência é de que eles não desancorem tanto do fiscal, ele não pode chegar lá e simplesmente jogar os gastos para o alto. Além do mais, tudo isso é ainda mais intensificado pelo briga que a gente tem entre o Banco Central, sua independência e o governo. O BC já deixou claro que uma âncora fiscal bem trabalhada tende a baixar a inflação e assim os juros caírem paralelamente. E eles sabem disso também.”

Ricardo Brasil, fundador da Gava Investimentos e pós-graduado em análise financeira

“O que eu gostaria é que o arcabouço não aumentasse a tributação já existente, além de realmente diminuir os gastos do Estado – ou seja, alguma forma para que o Estado não seja tão onerosao para o País. A Ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), ventilou que a nova regra iria agradar todo mundo: a população, os investidores, etc, o que é um pouco complicado. Mas só de não criar impostos novos, não tributar dividendos e ter alguma forma de reduzir a máquina do Estado já será bem interessante.”

Publicidade

Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos

“O que eu gostaria de ver no anúncio do Haddad é uma política mais restritiva, estabilização da dívida pública, zerar déficit, responsabilidade fiscal. Se a gente conseguir mostrar que tem todas as dívidas sob controle, conseguimos trazer uma confiança maior para o País e fazer com que o investidor estrangeiro volte para a nossa Bolsa e o país volte a crescer. Isso seria o modelo ideal, o modelo real será o que o presidente Lula decidir. O arcabouço está sendo entregue para Lula e, no final das contas, ele pode dar uma canetada.”

Vitor Miziara, sócio da Criteria Investimentos e colunista do E-Investidor

“O mercado já não expectativa boa para o anúncio, porque o modo que o PT opera com o mercado — e que já é conhecido e vem se confirmando desde a PEC da Transição — é que ele sempre apresenta a pior proposta para ver as reações. Dali para a frente, a gente vai vendo as propostas sendo desgastadas até chegar em um meio termo. Vimos isso com a PEC da Transição e é esperado isso agora no arcabouço fiscal.

A grande preocupação no mercado é que hoje a gente tem uma Selic muito alta por causa do uma expectativa de aumento de de gastos desenfreados, que possam levar a nossa dívida/PIB lá para cima. No ano, temos projetado uma dívida de 6,5 trilhões e 40% disso é flutuante, atrelada à Selic, então a nossa dívida está custando todo ano muito caro.

A preocupação do mercado com arcabouço fiscal não é nem tanto em relação aumentar os gastos quando a economia vai bem, mas quando a economia vai mal. Esse é o grande problema. O Lula já deixou claro que ele vê alguns gastos como investimento e o mercado desconsidera isso.

O mercado hoje espera que o arcabouço fiscal traga dois cenários. Um cenário: se a dívida/PIB estiver ali entre a entre a 50% e 60%, que é onde estamos hoje. Nesse caso, a gente mudaria um pouquinho a regra, poderia gastar a correção do ano passado, mais IPCA e mais um prêmio, 1% , 1,5%.

E em um cenário ruim, com a dívida passando dos 60%, o mercado espero medidas de austeridade, que o gasto possa aumentar junto com a inflação, mas que tenha uma contrapartida de corte de gastos.”

*Com colaboração de Luiza Lanza

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fernando Haddad
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Cotações
19/01/2026 15h26 (delay 15min)
Câmbio
19/01/2026 15h26 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    FGC inicia pagamento de R$ 40,6 bilhões a investidores com CDBs do Banco Master; veja como receber

  • 2

    O conselho de carreira de Warren Buffett para jovens profissionais

  • 3

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 4

    5 cursos gratuitos para investir melhor em 2026

  • 5

    Investiu mais de R$ 250 mil nos CDBs do Master e ficou sem a proteção do FGC? Veja o que fazer

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Logo E-Investidor
Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Imagem principal sobre o Gás do Povo para Bolsa Família: saiba quantos integrantes devem estar no CadÚnico
Logo E-Investidor
Gás do Povo para Bolsa Família: saiba quantos integrantes devem estar no CadÚnico
Imagem principal sobre o FGC começa a pagar garantias do Master; veja tudo que você precisa saber
Logo E-Investidor
FGC começa a pagar garantias do Master; veja tudo que você precisa saber
Imagem principal sobre o Além da Mega da Virada, quais são as outras edições especiais da Caixa?
Logo E-Investidor
Além da Mega da Virada, quais são as outras edições especiais da Caixa?
Imagem principal sobre o 5 instituições que usam o app gov.br para realizar a prova de vida
Logo E-Investidor
5 instituições que usam o app gov.br para realizar a prova de vida
Imagem principal sobre o Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença: qual a diferença entre os benefícios?
Logo E-Investidor
Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença: qual a diferença entre os benefícios?
Imagem principal sobre o BPC oferece novo valor aos idosos em 2026; veja quanto
Logo E-Investidor
BPC oferece novo valor aos idosos em 2026; veja quanto
Imagem principal sobre o Motoristas de Uber podem pagar menos no Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Logo E-Investidor
Motoristas de Uber podem pagar menos no Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Últimas: Mercado
Mercados globais começam a semana em clima de aversão ao risco com feriado nos EUA
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercados globais começam a semana em clima de aversão ao risco com feriado nos EUA

Patrocinado por
Ágora Investimentos
A era do boom dos IPOs está de volta a NY, com SpaceX e OpenAI como queridinhas, mas cuidado com o que você compra
Mercado
A era do boom dos IPOs está de volta a NY, com SpaceX e OpenAI como queridinhas, mas cuidado com o que você compra

Especialistas alertam que o pequeno investidor deve se atentar ao timing certo para montar posição: nem sempre se deve comprar no primeiro dia

19/01/2026 | 05h30 | Por Jeff John Roberts, Fortune
Mais um ano de seca de IPOs na B3? Empresas esperam brecha para abertura de capital no Brasil, mas Wall Street atrai mais olhares
Mercado
Mais um ano de seca de IPOs na B3? Empresas esperam brecha para abertura de capital no Brasil, mas Wall Street atrai mais olhares

Insegurança jurídica, pouca proteção ao minoritário e crise de confiança explicam o fato de o último IPO na Bolsa brasileira ter sido em 2021; com facilidade de acesso, empresas têm preferido os EUA

19/01/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães
Ibovespa hoje perde fôlego em meio a tensões EUA-Europa e com foco no FGC e Master
Mercado
Ibovespa hoje perde fôlego em meio a tensões EUA-Europa e com foco no FGC e Master

A aversão a risco exterior e queda do minério de ferro pressionam o índice hoje (19). Veja os detalhes do pregão

19/01/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich, Camilly Rosaboni e Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador