DÓLAR R$ 5,07 -0,25% MGLU3 R$ 21,72 +0,65% EURO R$ 6,02 -0,35% ITUB4 R$ 30,63 -0,78% BBDC4 R$ 24,67 -1,20% IBOVESPA 125.675,33 pts -0,48% PETR4 R$ 27,81 +0,14% GGBR4 R$ 31,40 +2,25% ABEV3 R$ 17,13 -1,38% VALE3 R$ 115,57 -1,79%
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Mercado

Por que IRB Brasil (IRBR3), Eletrobras ON (ELET3) e Eletrobras PNB (ELET6) tiveram os piores desempenhos da semana na Bolsa

Confira por que os papéis registraram as maiores quedas na B3 na semana de 14 a 18 de setembro

Parede com a a logo do IRB Brasil estampada: IRB em verde com fundo branco e Brasil RE em branco sobre um retângulo verde com uma borda em amarelo.
(Foto: Aline Bronzati/Estadão Conteúdo)
  • As três ações que mais perderam preço na semana foram IRB Brasil (IRBR3), Eletrobrás ON (ELET3) e Eletrobrás PNB (ELET6)
  • IRB Brasil novamente encabeça as perdas da semana, a partir de uma leitura pelo mercado de que o setor vive um momento desfavorável
  • Já os solavancos dos dois papéis da Eletrobrás se explicam pelas turbulências políticas às quais a elétrica é sensível

Esta foi a terceira semana seguida que o Ibovespa fechou no vermelho, com baixa de 0,07%, após quedas de 2,84% e 0,88% nas duas anteriores. As perdas são de 1,09% no mês e de 15,01% no ano.

No exterior, o tom é de decepção com a falta de novas iniciativas na política monetária das maiores economias, especialmente dos Estados Unidos. Os sinais de uma nova onda de covid-19 no verão europeu prejudicam ainda mais o entusiasmo quanto aos sinais de recuperação da atividade no Hemisfério Norte.

“O viés é negativo: o Ibovespa parece mais perto de se direcionar aos 96 mil pontos no curto prazo do que de voltar a testar os 103 mil, uma região de ‘ursos’ defendendo posição. Aqui as incertezas fiscais e políticas continuam pesando, assim como a falta de reação das ações de bancos”, aponta Márcio Gomes, analista da Necton.

No balanço da semana, quem levou a pior foram os papéis de IRB Brasil (IRBR3), Eletrobras ON (ELET3) e Eletrobras PNB (ELET6). Confira o que afetou o desempenho de cada um deles.

IRB Brasil (IRBR3): -7,62%

Os papéis da resseguradora IRB Brasil tiveram a maior desvalorização da semana, de 7,62% – repetindo a proeza da semana passada, quando IRBR3 perdeu 12,95%.

Na opinião de Jorge Junqueira, da Gauss, o que vem pesando seguidamente contra a ação é a percepção de que o momento para o setor de resseguros é ruim, o que dificulta o já desafiador cenário para o IRB. “Os fundamentos da empresa ainda estão muito incertos, não há certeza nenhuma de quando ela vai ter a tal da reviravolta para o lucro”, diz.


Em relatório divulgado em 8 de setembro, a Moody’s alterou de estável para negativa a perspectiva para o setor de resseguro global e ressaltou que há um ambiente operacional “desafiador”, devido à pandemia, que enfraquece a lucratividade. De acordo com a agência de classificação de risco, o setor enfrenta desafios como as taxas de juros baixas e a incerteza em torno das perdas finais relacionadas à crise.

Eletrobras ON (ELET3): -6,34%
Eletrobras PNB (ELET6): -6,27%

Os dois papéis da Eletrobras foram pressionados pelo maior estresse na cena política, reflexo das declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o Renda Brasil na terça (15).

Embora novos sinais de retomada chinesa tenham animado os mercados na manhã daquele dia, no início da tarde a tendência virou após Bolsonaro declarar que merecia um “cartão vermelho” quem sugerisse o congelamento de aposentadorias e o fim do programa Renda Brasil, acrescentando que o governo seguirá até 2022 com o Bolsa Família.

A resposta rápida do ministro Paulo Guedes (Economia), que fez questão de afirmar que o “cartão” do presidente não era para ele, limitou uma retração ainda maior.

Segundo o ministro, a “barulheira” em torno do Renda Brasil ocorreu porque “estão conectando pontos que não são conectados”, referindo-se às notícias sobre estudos da equipe econômica de desindexação do salário mínimo em benefícios previdenciários como forma de financiar o novo programa de assistência social.

Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, diz que as ações da elétrica são muito suscetíveis às turbulências políticas, em razão do complicado processo de privatização que segue pendente.

E por falar em privatização, também pesou contra os papéis o fato de o “Valor Econômico” ter divulgado que as negociações em torno do projeto de privatização da elétrica não devem ir adiante antes das eleições pelo comando do Legislativo, marcadas para fevereiro de 2021.

*Com Estadão Conteúdo

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