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Mercado

Por que RADL3, AZUL4 e BEEF3 tiveram os piores desempenhos do dia na Bolsa

Azul e Minerva Foods também registraram as maiores quedas no pregão da B3 desta segunda-feira

Fachada da Drogasil em São Paulo
A RaiaDrogasil (RADL3) está entre as ações mais caras da B3 (Foto: Felipe Rau/ Estadão)
  • O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (22) em baixa de 1,28%, aos 95.335 pontos, e teve giro financeiro de R$ 22,9 bilhões
  • As três ações que mais perderam preço no dia foram Raia Drogasil (RADL3), Azul (AZUL4) e Minerva (BEEF3)

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (22) em baixa de 1,28%, aos 95.335 pontos, e teve giro financeiro de R$ 22,9 bilhões. Apesar de o índice ter operado em queda durante a maior parte da manhã, houve uma continuidade do movimento de busca por papéis que foram penalizados mais fortemente pela covid-19, o que beneficiou ações de construtoras como MRV e Even.

Também no índice e fora dele, as empresas de saneamento tinham desempenho positivo com a expectativa pela votação do novo marco legal do setor, marcada para quarta-feira. Destaque ainda para os frigoríficos, que recuaram com o investidor de olho em movimentos da China em termos de fiscalização sanitária.

As três ações que registraram as maiores quedas no dia foram Raia Drogasil (RADL3), Azul (AZUL4) e Minerva (BEEF3).

Confira o que afetou o desempenho desses três papéis.

Raia Drogasil (RADL3): -5,56%

Raia Drogasil ON fechou em queda de 5,56%, maior do Ibovespa, em meio à piora do humor externo, que contaminou as bolsas desde Ásia até chegar às Américas. “É um papel que se manteve bem na crise, mas as coisas estão meio indigestas hoje, Ásia e Europa fecharam em queda. O papel chegou perto de R$ 130 porque teoricamente teria boa performance na crise, assim como supermercados”, afirma um operador do mercado.

Ainda segundo ele, os investidores ainda precificam agora uma possível queda de receitas no segundo trimestre de 2020, citada pelo diretor de Relações com Investidores Eugênio de Zagottis na última quarta-feira. De acordo com Zagottis, a empresa deve ter queda de vendas e de margem entre abril e junho, apesar da companhia possuir “balanço forte, endividamento baixo e caixa para consumir”. O diretor de RI afirma ainda que a companhia farmacêutica continua prospectando lojas para o plano de expansão.

Azul (AZUL4): -5,37%

As companhias aéreas operaram em terreno negativo durante a maior parte do dia e fecharam em queda. Azul PN registrou a maior baixa do Ibovespa, de 5,37%, enquanto Gol PN caiu 2,34%. O cenário foi o mesmo para as ADRs (American Depositary Receipts), com Azul (-4,37%) e Gol (-3,29%) entre os principais recuos dos papéis brasileiros nas bolsas de Nova York.

Segundo um operador, os papéis passam por uma realização de lucros após as altas no mês de junho, com Azul avançando 52,66% no acumulado do mês e Gol 52,78% ao fim do pregão da última sexta-feira. Ele aponta ainda o crescimento do temor em relação a uma segunda onda de coronavírus nos Estados Unidos, na China e na Alemanha.

Gomes, da Necton, aponta que os papéis reagem negativamente ao cenário. “O mercado como um todo recua com uma possível segunda onda de covid, mas esses ativos são mais pressionados, principalmente as aéreas, porque os fundamentos a curto prazo não são bons”, aponta.

Ele afirma que, mesmo em meio à uma possível retomada de voos, há perspectiva de queda no número de clientes em razão da piora dos fundamentos de emprego e renda. “É um momento de contração de salários e mesmo com as viagens sendo retomadas, a demanda vai voltar aos poucos e tudo isso é descontado no preço da ação”, afirma.

Minerva Foods (BEEF3): -4,84%

Os frigoríficos foram pressionados pelas notícias sobre a fiscalização sanitária feita pela China, que levou o país asiático a suspender, no final de semana, as importações de frango de uma unidade da Tyson Foods nos Estados Unidos.

O ponto de pressão era o fato de as empresas brasileiras, em especial a JBS e a BRF, terem tido unidades interditadas pela Justiça por causa de focos da covid-19 nos locais, o mesmo motivo que motivou a suspensão anunciada pelos chineses.

“Estamos vendo que os frigoríficos passaram por interdições e se movimentaram para reabrir, mas essas notícias puxam os papéis para o negativo”, comentou Paloma Brum, economista da Toro Investimentos. Desde o final de 2018, as exportações para a China têm impulsionado os papéis do setor na B3.

*Com Estadão Conteúdo

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