A B3 reconheceu a ocupação como pacífica e afirmou não ter influenciado as operações do dia. Apesar disso, as ações da empresa foram abaladas, às 16h, a B3SA3 caía 3,30%, sendo cotada a R$ 13,77. No fechamento de quarta (22), os papéis fecharam com alta de 5,17%, custando R$ 14,25.
Os manifestantes protestaram contra a inflação, o desemprego e a fome. “Nós viemos aqui exigir que os bilionários, representados aqui pela Bolsa, assumam o mínimo do mínimo que é garantir pelo menos uma cesta básica para suas famílias poderem garantir o prato de comida”, afirma Felipe Vono, coordenador do MTST.
Segundo ele, a liderança do MTST exige que a Bolsa de Valores disponibilize cinco mil cestas básicas para famílias da periferia de São Paulo. De acordo com Vono, os manifestantes, formado pelo grupo que seria beneficiado, saiu do lobby da B3, mas aguardou o resultado do acordo nos arredores.
Na decisão, ficou encaminhado que uma representação da Bolsa deve receber o grupo na segunda-feira (27) para organizar a distribuição das cestas básicas.
“Não vamos sair das ruas, seja no mercado de capitais ou órgãos públicos até que Bolsonaro saia do poder”, afirma.
De acordo com a B3, o pedido foi confirmado, mas o diálogo será conduzido pela B3 Social, braço da Bolsa responsáveis por ações com a comunidade.