Chama a atenção o fato de que, aparentemente, os investidores começam a rotacionar suas posições para ações de menor capitalização, conhecidas como Small Caps (empresas com valor de mercado menor, geralmente mais sensíveis ao ciclo econômico). Esse movimento ocorre em meio a preocupações com a sustentabilidade dos valuations (valor do ativo) especialmente aquelas ligadas à Inteligência Artificial, cujas ações acumularam fortes altas nos últimos meses.
Para além dos mercados acionários, o dólar avança de forma moderada frente a outras moedas globais. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries seguem em alta. Já o ouro se recupera após uma queda histórica recente e volta a ultrapassar a marca de US$ 5.000 por onça-troy (unidade padrão de negociação do metal), com entrada de compradores em busca de oportunidades após a correção.
Entre as principais commodities, os contratos futuros do petróleo sobem pelo segundo dia consecutivo, impulsionados por um novo aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. Em contrapartida, os preços futuros do minério de ferro recuaram 0,32% durante a madrugada na bolsa de Dalian, na China para US$ 112,63 por tonelada.
No Brasil, o sinal externo sugere algum espaço para continuidade do otimismo. O EWZ, principal Exchange Traded Fund (ETF, fundo negociado em bolsa) que replica o desempenho das ações brasileiras no exterior, indicava viés positivo no pré-mercado. Ainda assim, começam a surgir sinais de possível exaustão do movimento de alta. Na sessão de ontem, por exemplo, o Ibovespa chegou a se afastar das máximas ao longo da tarde, apesar de ter encerrado o pregão, mais uma vez, em nível recorde histórico.