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Mercado

Bolsas de Novas York fecham em alta com alívio dos dados da inflação americana

Os dados do CPI americano vieram abaixo das estimativas do mercado e aliviaram a tensão dos investidores

Por Daniel Rocha

12/03/2025 | 17:36 Atualização: 12/03/2025 | 17:56

(Foto: Adobe Stock)
(Foto: Adobe Stock)

As bolsas de Nova York encerraram as negociações de quarta-feira (12) no campo positivo após os dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) aliviarem as preocupações dos investidores sobre a economia dos Estados Unidos. O índice Nasdaq, por exemplo, fechou a sessão de hoje com uma alta de 1,22%,  aos 17.648,45 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,44%, aos 5.596,27 pontos.

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Os ganhos marcam o retorno do apetite a risco dos investidores por ações de tecnologia. Os papéis da Nvidia (NVDA) e Advanced Micro Devices (AMD) subiram 6,43% e 4,16%, respectivamente. Tesla (TLSA) também se recuperou pelo segundo pregão consecutivo após sofrer um tombo acima de 15% no início da semana. Na sessão de hoje, a montadora de veículos fechou o dia com uma alta de 7,59%, sendo negociada a  US$ 248,09. Já o índice Down Jones permaneceu no campo negativo e encerrou as negociações com um recuo de 0,20%, aos 41.350,81 pontos.

O desempenho positivo reflete o alívio na apreensão dos investidores com a leitura dos dados do CPI americano. O índice, divulgado nesta manhã pelo Departamento do Trabalho, subiu 0,2% em fevereiro. Na comparação anual, o acréscimo foi de 3,1%. Os analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam um avanço de 0,3% e 3,2%, respectivamente.

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Apesar da surpresa, Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, diz que os itens de serviços de habitação e de energia ainda mostram certa resistência ao longo do tempo e continuam sendo a preocupação central para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). “A magnitude do indicador, embora positiva, ainda reflete a persistência de pressões inflacionárias em setores-chave, como os serviços. Os novos choques econômicos, como tarifas, podem adicionar complexidade ao cenário”, diz Argenta.

O possível cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia também contribuiu para a recuperação dos ativos globais. Ontem, governo ucraniano aceitou uma proposta de cessar-fogo de 30 dias feita pelos EUA, e a Rússia informou que precisa conversar com os americanos sobre os resultados das negociações com a Ucrânia na Arábia Saudita antes de comentar se aceitará um acordo.

Tarifas de importação ainda no radar

Desde o anúncio das tarifas sobre os produtos de importação, os mercados globais vivem dias de tensão. A escalada da tensão comercial com as retaliações dos países atingidos pelas novas taxas do presidente americano, Donald Trump, elevou a preocupação dos analistas com os rumos da maior economia do mundo. Para eles, as novas alíquotas podem pressionar a inflação dos EUA e, como consequência, desencadear uma recessão econômica nos próximos meses.

Marcelo Cabral, CEO da gestora Stratton Capital, avalia que os dias de alta volatilidade nas bolsas de valores ainda podem perdurar por alguns meses até que os efeitos positivos das outras ações do governo, com o corte de impostos, apareçam. Ou seja, a recuperação dos principais índices acionários de Wall Street pode representar apenas uma pausa em meio aos ruídos macroeconômicos.

“Esperamos que os próximos 3 a 6 meses sejam de alta volatilidade com tendência de queda. Os efeitos negativos da politica do novo governo vão se manifestar antes dos efeitos positivos”, diz o especialista.

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