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Mercado

Crescimento e inadimplência lançam dúvidas sobre Via, diz Bradesco BBI

Ebitda do primeiro trimestre da Via só foi alcançado por conta da redução do número de lojas e marketplace

Crescimento e inadimplência lançam dúvidas sobre Via, diz Bradesco BBI
A holding Via é dona da Casas Bahia. Foto: Márcio Fernandes/ Estadão
  • Em relatório, os analistas Richard Cathcart, João Andrade e Renan Sartorio, destacam o baixo lucro líquido reportado pela Via no primeiro trimestre, além do crescimento de 3% do volume bruto de mercadorias
  • Como consequência do balanço da Via, os analistas do Bradesco BBI esperam movimentos levemente positivos para a ação da companhia

Wladimir D’Andrade – A Via (dona da Casas Bahia e do Ponto) surpreendeu no resultado do Ebitda do primeiro trimestre do ano, mas apresentou lucro líquido apenas um pouco acima do ponto de equilíbrio, o que gera dúvidas sobre o crescimento da empresa, avalia o Bradesco BBI. Além disso, a inadimplência de 90 dias, segundo o banco, mostrou crescimento tanto na comparação anual quanto na trimestral e este ponto deve tirar o sono dos investidores da empresa.

Em relatório, os analistas Richard Cathcart, João Andrade e Renan Sartorio destacam o baixo lucro líquido reportado pela Via no primeiro trimestre, além do crescimento de 3% do volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) na comparação com igual período de 2021 como sinais de alerta sobre o crescimento da varejista, embora o Ebitda tenha avançado 15% na mesma base de comparação.

Em relação ao GMV, os números reportados pela empresa se encontram abaixo dos divulgados pela concorrência, como o Mercado Livre, que mostrou GMV em 23% na comparação anual entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022.

Os analistas explicam, em relatório, que o Ebitda do primeiro trimestre da Via só foi alcançado por conta da redução do número de lojas e aumento de participação do marketplace. “Achamos que a principal questão que se coloca é até que ponto a Via será capaz de reacelerar o crescimento no final do ano, ou em 2023, mantendo os níveis atuais de rentabilidade do Ebitda”, afirmam.

Além disso, eles mostram preocupação quanto aos empréstimos inadimplentes que, durante o primeiro trimestre de 2022, bateram os 9%, ante os 7,9% registrados nos três primeiros meses de 2021 e 8,7% no quarto trimestre do ano passado. “Este não é um aumento que vemos como uma luz de alerta, mas será claramente uma métrica importante a ser monitorada até o final do ano”, afirmam os analistas.

Como consequência do balanço da Via, os analistas do Bradesco BBI esperam movimentos levemente positivos para a ação da companhia. Eles citam que o papel apresenta valorização de 3,8 vezes a relação EV/Ebitda (valor da empresa sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), “combinado com rentabilidade robusta e sinais iniciais de melhora no capital de giro”.

“Mantemos a recomendação neutra e preço-alvo para 2022 de R$ 5, com apenas pequenos ajustes em nossas estimativas”, afirmam. O preço-alvo do Bradesco BBI representa uma alta de 86% sobre o fechamento da ação na segunda-feira (9).

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