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Mercado

BTG diz que intervenções na Petrobras podem causar perdas no Ebitida

O valor das ações da Petrobras seguirá altamente volátil até outubro, afirmam os analistas do banco

BTG diz que intervenções na Petrobras podem causar perdas no Ebitida
Petrobras pode ainda passa por volatilidade até outubro, segundo analistas do BTG Pactual – REUTERS/Sergio Moraes
  • O BTG afirma que tornou-se "cada vez mais difícil" separar a retórica do governo das ameaças reais à independência da Petrobras e traçou diferentes cenários para possíveis interferências

Por Gabriel Vasconcelos – O BTG Pactual informou nesta terça-feira (31), em relatório a investidores, que tornou-se “cada vez mais difícil” separar a retórica do governo das ameaças reais à independência da Petrobras e traçou diferentes cenários para possíveis interferências.

Com o barril de Brent a US$ 120 – faixa da qual não deve se afastar no médio prazo, segundo as casas de análise -, o BTG estima que intervenções na política de preços da estatal ou em seu papel nas importações levariam a uma perda de Ebtida, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, entre US$ 6 bilhões e US$ 7,5 bilhões para cada 10% de diferença ante os preços internacionais.

A perda relativa ao pagamento de dividendos ficaria entre US$ 3,6 bilhões e US$ 4,5 bilhões para cada 10% de defasagem.

Segundo o documento, assinado pelos analistas Pedro Soares e Thiago Duarte, “até recentemente” o BTG Pactual acreditava que o mercado tinha aprendido a lidar com os ruídos políticos em torno dos preços dos combustíveis, o que minimizaria impactos sobre o desempenho de mercado da Petrobras. Entretanto, “depois de mais uma mudança de CEO e queda de 7% no preço das ações desde quinta-feira” a percepção de risco dos investidores aumentou e há dúvidas crescentes sobre o impacto da escalada de atritos entre União e Petrobras no balanço financeiro da companhia.

No primeiro cenário traçado, a estatal não aumenta ativamente importações de diesel e gasolina para garantir abastecimento, subsidiando esse processo, mas segue, como nos últimos meses, comercializando combustível com preços defasados ante os preços de paridade internacional.

Com o Brent a US$ 120 e o dólar a R$ 5, o BTG Pactual estima que, para cada 10% ou US$ 15 de desconto no preço do barril de diesel e gasolina praticado no mercado internacional, a Petrobras “deixaria na mesa” US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões) de seu potencial lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) no ano.

“Isso significa que para cada desconto de US$ 15/boe, a Petrobras abre mão de US$ 3,6 bilhões em potencial pagamento de dividendos”, estimam os analistas do BTG Pactual Pedro Soares e Thiago Duarte.

Mantidas as premissas, em um segundo cenário em que a Petrobras voltaria à posição de “importadora chave” do volume necessário de combustível para abastecer o país, não mais dividindo a função com importadores privados. Então, assumiria, de fato, um prejuízo oriundo da defasagem entre o preço de importação e o preço praticado no Brasil. Nesse caso, a perda de Ebtida saltaria a US$ 7,5 bilhões e a redução de dividendos chegaria a US$ 4,5 bilhões para cada US$ 15 de defasagem no preço do barril de derivado.

Soares e Duarte anotam que, nos últimos 12 meses, o Brasil consumiu uma média diária de 508 mil barris de gasolina e 971 mil barris de diesel, enquanto produzia 447 mil e 751 mil barris diários de cada combustível, 88% da demanda de gasolina e 77% da demanda de diesel respectivamente.

“Supondo que toda a diferença seja suprida por importações, que todas as importações de combustíveis sejam feitas pela Petrobras por um ano e o preço do Brent fique em US$ US$ 120, então o prejuízo incorrido pela empresa totalizaria US$ 1,5 bilhão para cada US$ 15/boe de desconto nos preços domésticos para IPP, ou menos US$ 0,92 bilhão em dividendos. Caso adicionemos isso ao cenário 1, estimamos uma perda total de Ebtida de US$ 7,5 bilhões e redução de dividendos de US$ 4,5 bilhões para cada desconto de US$ 15/boe para o preço de paridade internacional, significando um rendimento de 5,5%”, escrevem os analistas.

Para os analistas do BTG Pactual, em função do cenário doméstico e da cotação internacional do petróleo, o valor das ações da Petrobras seguirá volátil até outubro. Ainda assim, eles afirmam que um subsídio direto financiado pela companhia aos combustíveis não é provável e nem fácil de implementar. “Mas acreditamos que as chances aumentaram”, afirmam no relatório.

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