O time de analistas do banco observou, em relatório, que as vendas nos shoppings cresceram em um ritmo de dois dígitos do ano passado para cá, refletindo a disposição dos consumidores em fazer compras, bem como o desempenho consistente das principais empresas do setor.
Os analistas também notaram que os últimos meses foram marcados por uma grande alocação de capital pelas empresas – com revitalização e expansão dos shoppings, aquisições de empreendimentos e programas de recompras de ações. No entanto, o volume de aportes tende a cair daqui para a frente, dadas as posições mais cautelosas das empresas. Diante desse cenário, o Citi cortou em cerca de 20% as estimativas de investimentos pelas três empresas nos próximos cinco anos.
“Esperamos que 2026 seja um ano decisivo em termos da trajetória econômica do país, e não vemos os agentes tomando decisões significativas de investimento até outubro do próximo ano (período das eleições presidenciais), especialmente com o setor de shoppings voltado para o longo prazo”, descreveram os analistas André Mazini, Kiepfer Kennedy e Piero Trotta, no relatório.
Os analistas apontaram que a disposição das empresas para investir está diminuindo, e que os próximos 12 a 18 meses devem ter um fluxo de alocação de capital mais próximo do normal. Isso se deve a três principais razões, segundo os analistas. O primeiro deles é que a maioria dos empreendimentos já está reformada, salvo algumas unidades que ainda estão terminando suas reformas.
Outro ponto é que a taxa de juros básica de 15% é uma barreira para grandes investimentos e limita o crescimento econômico do país, colocando as empresas em modo de espera até que haja um corte na taxa em vista. O terceiro ponto são as incertezas levantadas pelas eleições de 2026.
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