Em julho, o VISC11 aparecia na lista dos melhores FIIs em levantamento com 11 corretoras realizado pelo E-Investidor.
Em relatório de final de outubro, o BTG Pactual reportava uma perspectiva positiva para o fundo da Vinci Partners, devido ao seu amplo portfólio de shoppings maduros, exposição a diversas regiões do país e boa performance operacional recente. A expectativa é de que o impacto da redução do ganho de capital nos próximos meses seja minimizado com a alocação do caixa atual. Seu preço alvo é de R$ 133.
Em seu último relatório gerencial de outubro, o VISC11 informa que a redução do ganho de capital do fundo é resultado do cronograma de recebimento das parcelas da venda de ativos realizada em 2023. A parcela de maior valor foi recebida no primeiro semestre de 2024, e as parcelas restantes são menores, o que resulta em uma diminuição natural do resultado não recorrente do fundo.
Saldo em caixa
Em outubro do ano passado, o VISC11 vendeu 5% do RibeirãoShopping, parte de uma transação de R$ 297,5 milhões, projetando distribuir até R$ 1,00 por cota em dividendos até o final daquele ano.
Para os próximos meses, a administração do fundo prevê rendimentos de R$ 0,80 a R$ 1,00 por cota. Em novembro, foi pago R$ 0,80, assim como nos meses anteriores, contra R$ 1 pagos até junho. “Apesar da redução, o VISC11 ainda apresenta um resultado acumulado não distribuído de R$ 0,35 por cota”, destaca o relatório do fundo. “Esse valor poderia ser utilizado para complementar as distribuições de rendimentos nos próximos meses, caso necessário.”
Por outro lado, o FII possui R$ 355,1 milhões em aplicações financeiras, o que poderia ser revertido em novas aquisições, melhorias nos ativos atuais ou mesmo reduzir suas dívidas líquida em mais de R$ 200 milhões.
Do total em caixa, R$ 349,4 milhões estão títulos públicos e fundos DI com liquidez imediata, R$ 5,7 milhões em cotas de outros fundos de investimento imobiliário. O ViSC11 também possui R$ 57,5 milhões em recebíveis de vendas de ativos, que são considerados como parte de recursos disponíveis para investimentos e amortização de dívidas.
Diversificação geográfica
Em relatório de maio, quando o Fundo Vinci Shopping Centers ainda era cotado a R$ 121, a XP recomendava compra, visualizando um “upside” (valorização) de 16%, ou R$ 140. “O fundo tem um portfólio bem diversificado geograficamente, e destacamos também a qualidade e transparência das informações providas pela gestora. Acreditamos que os shoppings do portfólio têm ainda bom potencial de crescimento de resultados”, escreve a especialista da XP no relatório aos clientes.
O VISC11 tem como objetivo gerar renda e ganho de capital por meio de investimentos em shopping. Seu portfólio inclui 30 shoppings localizados em 16 estados brasileiros, somando mais de 288 mil m² de ABL própria. O fundo possui ampla diversificação geográfica, com 32% de sua Receita Operacional Líquida (NOI) proveniente de São Paulo, seguido por 14% do Rio de Janeiro, 8% de Rondônia, 7% do Espírito Santo e 2% de Minas Gerais, entre outros.
Entre as principais operações do VISC11 estão o Prudenshopping, em Presidente Prudente (SP), com 13% do NOI; o Porto Velho Shopping (RO), com 9%; o Campinas Shopping (SP), com 8%; e o Shopping Praia da Costa, em Vila Velha (ES), com 7%.
Atualmente, o fundo imobiliário conta com um patrimônio líquido de R$ 3,640 bilhões, mas possui R$ 627,0 milhões em obrigações referentes a aquisições prévias. Considerando o Caixa, o fundo possui obrigações líquidas de R$ 214,4 milhões.