O Itaú BBA avaliou como sólidos os resultados da Direcional (DIRR3) no quarto trimestre de 2025, com um consumo de caixa de R$ 138 milhões, que superou as expectativas do banco.
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O Itaú BBA avaliou como sólidos os resultados da Direcional (DIRR3) no quarto trimestre de 2025, com um consumo de caixa de R$ 138 milhões, que superou as expectativas do banco.
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Os analistas Elvis Credendio, Daniel Gasparete, Mariangela Castro e Juliana Veiga lembram que durante a 4ª Conferência de Imóveis do Itaú BBA, a administração da construtora relatou um início de 2026 “forte”, sinalizando a possibilidade de aceleração nos lançamentos ao longo do ano.
Na ocasião, a empresa antecipou distribuição de R$ 1,5 bilhão em dividendos em 2025 e, embora o balanço tenha perdido a posição de caixa líquido – a relação dívida líquida/patrimônio chegou a 29%.
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Com isso, a expectativa do banco é de que a geração de caixa livre melhore, apoiada pela velocidade de vendas, permitindo redução gradual da alavancagem e, no futuro, novos aumentos de proventos.
Com relação ao resultado trimestral, a margem bruta da companhia avançou 0,70 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior e 2,10 pontos porcentuais ante o último ano, o que sustentou alta de 34% no lucro por ação (EPS).
As receitas líquidas somaram R$ 1,23 bilhão, crescimento de 37% ante o último ano e cerca de 2% acima das estimativas do Itaú BBA.
O lucro bruto atingiu R$ 499 milhões, avanço anual de 45% e 3% acima do projetado, resultando em margem bruta de 40,7%, 0,40 ponto porcentual acima do previsto pelo banco.
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Despesas operacionais ficaram dentro do esperado, mas o resultado financeiro líquido – negativo em R$ 14 milhões – e a participação de minoritários, de -R$ 73 milhões, pressionaram parte do ganho operacional.
O lucro líquido totalizou R$ 211 milhões, avanço de 17% ante o ano anterior, e o EPS (lucro por ação) ajustado fechou em R$ 0,41, em linha com a projeção. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado alcançou 39% no trimestre.
No fluxo de caixa, a Direcional consumiu R$ 138 milhões, valor superior à expectativa de equilíbrio do banco. Após ajustes, que incluem aporte de R$ 62 milhões em cotas subordinadas e exclusão de R$ 14 milhões em transferências de venda verdadeira, o Itaú BBA calcula dívida líquida de R$ 665 milhões, equivalente a 29% do patrimônio – ou cerca de 90% se considerados passivos de cessão de recebíveis.
Apesar da pressão de curto prazo sobre o caixa, o Itaú BBA manteve recomendação Outperform (indicação de desempenho superior) para as ações, negociadas, segundo o relatório, a múltiplos considerados atrativos: 8 vezes o lucro estimado para 2026 e entre 5,5 e 6,0 vezes para 2027. O preço-alvo é de R$ 19,70, o que representa potencial valorização de 30,46% ante o último fechamento (R$ 15,10)
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