O mercado segue dividido entre fatores de alívio, como esforços de países ocidentais para garantir o fluxo no Estreito de Ormuz e a possibilidade de flexibilização de sanções ao petróleo iraniano, e vetores de risco, diante da escalada das tensões e do aumento das chances de retaliação por parte do Irã.
Ao longo do pregão, o dólar acelerou a alta globalmente diante da percepção de prolongamento da guerra no Oriente Médio. Os ataques foram intensificados na região e já se fala em reduzir consumo de combustíveis por conta dos bombardeios em campos de produção ou distribuição de óleo e gás.
“O movimento ocorre em meio à postura mais defensiva dos investidores, diante das incertezas no cenário internacional, especialmente as tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre commodities como o petróleo. No fluxo cambial, o dia começou com tendência equilibrada, mas com leve saída líquida, o que pressiona a moeda brasileira”, diz Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas.
Em relatório divulgado nesta sexta, o Citi diz que o dólar deve chegar ao fim do ano perto de R$ 5,40, dado que o real está exposto a dois riscos de depreciação da moeda. Lá fora, o aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio. Por aqui, as eleições de outubro.
*Com informações do Brodcast