O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia atingiu R$ 1,612 bilhão nos últimos três meses de 2025. A cifra representa um recuo de 17,2% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 11,2% ante 14,2% um ano antes.
Já as receitas líquidas da Embraer somaram R$ 14,3 bilhões no trimestre, avanço de 4,3% em relação ao quarto trimestre de 2024. Veja com detalhes aqui.
Em relatório, o Citi destaca que os resultados ficaram ligeiramente abaixo das projeções do mercado. Embora a fabricante tenha cumprido suas metas anuais de fluxo de caixa e margens, o banco aponta que o lucro líquido decepcionou devido a gastos elevados em pesquisa e uma operação mais modesta.
O que explicaria a reação mais negativa do mercado no pregão. Por volta de 13h10, as ações da Embraer tinham queda de 6,54%, a R$ 81,46.
Ainda assim, o Citi mantém uma perspectiva positiva em relação ao futuro da empresa, com recomendação de compra para EMBJ3. O otimismo fundamenta-se no potencial de valorização a longo prazo e no cenário favorável para os setores de defesa e aviação. Para os analistas do banco, o guidance de entrega de aeronaves e receitas da Embraer parece conservador frente a uma carteira de pedidos que permanece bastante robusta.
O Itaú BBA também vê o guidance da Embraer como conservador. “Vemos um potencial de alta (upside) na lucratividade, já que o guidance ainda não incorpora o cenário de isenção de tarifas para produtos aeroespaciais nos EUA, anunciado recentemente. A empresa segue otimista com oportunidades na Índia (tanto em aviação comercial quanto em defesa) e mantém o foco na certificação da EVE até 2027”, diz o banco em relatório.
O BBA classificou o 4T25 como “neutro”, mas manteve a recomendação de compra para as ADRs da Embraer, com preço-alvo de US$ 75.
O Santander, por sua vez, faz uma leitura mais positiva. Para o banco, os resultados do 4T25 da Embraer foram mais fortes do que o esperado, com o EBIT recorrente acima do consenso. O mercado antecipava que as tarifas dos EUA teriam um impacto maior no DRE (Demonstrativo de Resultados) da companhia, o que não ocorreu.
O Santander também manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 86 para os ativos da companhia nos Estados Unidos.
*Com informações do Broadcast