No ano, a CSAN3 cede 32%. Por trás da derrocada, estão as desconfianças em relação à alavancagem da holding, que possui negócios em diversas áreas, como mineração, energia renovável, agronegócio e óleo e gás. Essas incertezas não são recentes – o principal gatilho para as baixas foi a compra de uma fatia de 4,9% na Vale (VALE3), em outubro de 2022, considerada uma movimentação equivocada. O resultado abaixo do esperado de subsidiárias, ca exemplo da Raízen (RAIZ4), e as taxas de juros mais altas, só aumentam a insegurança em relação à ação.
“Desde então, as ações caíram 10% ao ano e alguns investidores passaram a enxergar a Cosan como uma holding alavancada sem catalisadores de curto prazo”, aponta a BofA. A complexidade das várias vertentes de negócios também afasta investidores do papel. Entretanto, a desvalorização abriu oportunidades.
A instituição financeira vê espaço para um salto, na esteira do desconto nas ações e nas iniciativas da administração para simplificar as operações, reduzir a exposição à Vale e desbloquear valor para as subsidiárias. “Embora compartilhemos as preocupações dos investidores em relação à alavancagem e ao retorno dos investimentos recentes, vemos a Cosan como uma holding sólida de longo prazo”, diz o BofA.