No relatório intitulado “Brasil: transitando o transitório”, eles dizem que ainda há “alguma incerteza” sobre a aceitação do resultado das eleições brasileiras por parte de Jair Bolsonaro. No entanto, acrescentam que o atual presidente sinalizou cooperação com a transição e, assim, Lula deve tomar posse como novo presidente do Brasil em 1º de janeiro de 2023. “Os mercados de moedas e ações reagiram bem às notícias”, afirmam.
Para eles, a pequena margem de vitória de Lula significa que o futuro presidente do Brasil terá de adotar uma postura “mais de centro”, com menor intervenção do Estado. “Lula provavelmente será forçado a adotar uma abordagem mais centrista com menos ênfase no crescimento liderado pelo Estado”, avaliam os estrategistas.
Quanto à questão fiscal, uma das principais preocupações de analistas internacionais em relação ao Brasil, Darby e Chan, consideram “improvável” avanços de propostas para aumento de despesas no País sem “algum debate”. Mencionam, por exemplo, citações de Lula sobre a retirada do teto de gastos, principal âncora fiscal brasileira, durante a campanha. “É improvável que essas propostas anteriores prossigam sem algum debate”, concluem.