Para além da questão geopolítica, o humor dos investidores também sofre impacto de notícia do Financial Times de que o JPMorgan (JPMC34) reduziu o valor de empréstimos em carteira e apertou as condições de crédito diante do aumento das preocupações com a qualidade dos ativos – e, segundo a matéria, os empréstimos problemáticos seriam aqueles destinados a empresas de softwares.
Em outros mercados financeiros, o dólar opera praticamente estável frente outras moedas, os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) têm leve alta, mas o ouro e a prata recuam.
Já entre as principais commodities, os contratos futuros do petróleo chegaram a avançar 5%, após terem despencado 11% na sessão anterior, ao passo que os preços futuros do minério de ferro subiram mais 0,90% na madrugada em Dalian, aos US$ 114,50 por tonelada.
O que esperar do Ibovespa hoje?
Considerando esse enredo, é possível que a dinâmica externa arrefeça o fôlego local, mas em diferente magnitude da observado no exterior, dada a maior exposição às commodities em nosso mercado – e, de fato, o principal ETF (fundo atrelado a um índice de referência negociado em bolsa de valores) brasileiro lá fora, o EWZ, rondava a estabilidade no pré-mercado.
Ainda assim, os recentes pedidos de recuperação extrajudicial, da Raízen (RAIZ4) e do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), podem reduzir o apetite por demais empresas, especialmente àquelas que possuem um grau de alavancagem financeira maior.