Em entrevista por telefone nesta tarde para a CBS, Trump afirmou que a guerra contra o Irã pode acabar em breve. O republicano revelou que ainda pensa em tomar o Estreito de Ormuz para controlar a passagem de navios na região.
Com as declarações, o humor dos mercados melhorou durante a tarde. Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq subiram 0,83%, 0,5%, 1,38%, respectivamente. O petróleo, que chegou a avançar acima de US$ 100 por barril, reduziu o ímpeto de alta ao longo do pregão. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para abril fechou em alta de 4,3% a US$ 94,77 barril. Já o Brent para maio subiu 6,8% a US$ 98,96 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Os preços da commodity reduziram alta após os ministros de Finanças do G7 sinalizarem disposição em liberar suas reservas para controlar a disparada do petróleo, em reunião com a Agência Internacional de Energia (AIE).
No Brasil, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) encerraram no azul: as ordinárias (PETR3) avançaram 2,12% e as preferenciais (PETR4), 2,49%. A Vale (VALE3) também subiu, com ganho de 0,51%, em sessão de alta do minério de ferro.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em queda de 1,52% cotado a R$ 5,1641. A divisa também recuou frente a moedas fortes. A moeda americana caiu a 157,69 ienes, enquanto o euro avançou a US$ 1,1632 e a libra teve alta a US$ 1,3445. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais de peso, fechou em baixa de 0,19%, a 99,175 pontos.
Agora o foco dos investidores se volta para a bateria de dados de inflação da semana, com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil, na quinta-feira (12), além do índice de preços ao consumidor (CPI) e do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos EUA, na quarta-feira (11) e na sexta-feira (13), respectivamente.
“Esses dados devem ajudar a calibrar as expectativas de juros num ambiente que ficou bem mais incerto depois do choque do petróleo”, destaca Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Azzas 2154 (AZZA3), Eneva (ENEV3) e CPFL (CPFE3).
Azzas 2154 (AZZA3): 5,38%, R$ 25,86
As ações da Azzas 2154 (AZZA3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 5,38% a R$ 25,86. A empresa divulga seus resultados do quarto trimestre na quarta-feira (11) após o fechamento do mercado.
A AZZA3 está em baixa de 1,18% no mês. No ano, acumula uma valorização de 2,78%.
Eneva (ENEV3): 4,98%, R$ 21,09
Outro destaque positivo foi a Eneva (ENEV3), com salto de 4,98% a R$ 21,09.
A ENEV3 está em baixa de 1,45% no mês. No ano, acumula uma valorização de 4,51%.
CPFL Energia (CPFE3): 3,73%, R$ 49,17
As ações da CPFL (CPFE3) completaram as maiores altas do dia, ao subirem 3,73% a R$ 49,17.
A CPFE3 está em baixa de 2,34% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 7,73%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram MRV (MRVE3), GPA (PCAR3) e C&A (CEAB3).
MRV (MRVE3): -7,85%, R$ 8,57
Os papéis da MRV (MRVE3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e derreteram 7,85% a R$ 8,57. A MRV&CO, conglomerado que reúne a MRV, Urba, Luggo e Resia, reportou, no quarto trimestre, lucro líquido consolidado de R$ 41,4 milhões. Isso representa uma reversão perante o prejuízo de R$ 249,8 milhões no mesmo período de 2024.
A MRVE3 está em baixa de 16,31% no mês. No ano, acumula uma valorização de 10,01%.
GPA (PCAR3): -5,21%, R$ 2,73
Os ativos do GPA (PCAR3) recuaram 5,21% a R$ 2,73 no dia.
A PCAR3 está em baixa de 11,36% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 28,16%.
C&A (CEAB3): -3,81%, R$ 11,35
Varejista do setor de moda, a C&A (CEAB3) também se saiu mal no Ibovespa hoje e cedeu 3,81% a R$ 11,35.
A CEAB3 está em baixa de 12,29% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 11,05%.
*Com Estadão Conteúdo