

O Ibovespa hoje conseguiu retomar o nível de 126 mil pontos, com o mercado animado em relação ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. A principal referência da B3 encerrou o pregão desta terça-feira (3) em alta de 0,72% aos 126.139,20 pontos, depois de oscilar entre máxima a 126.417,20 pontos, na abertura, e mínima a 125.233,45 pontos, com volume negociado de R$ 21,8 bilhões.
O PIB brasileiro registrou alta de 0,9% no terceiro trimestre de 2024 ante o segundo trimestre de 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio ligeiramente acima da mediana das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,8%.
“Os números do PIB mais uma vez surpreendem para cima e mostraram uma economia mais dinâmica do que se imaginava. O impulso fiscal positivo continua dando sua contribuição. Mantemos nossa projeção de PIB no ano de 3,3% mas reconhecemos que as chances são razoáveis de um PIB um pouco acima de 3,5%. Esta força da economia brasileira coloca uma pressão adicional no Banco Central que já vai precisar lidar com esta forte depreciação do real frente ao dólar”, destacou a Ágora Investimentos em relatório.
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Na Bolsa brasileira, entre as ações de grande peso, o dia foi negativo para a Vale (VALE3), que recuou 0,76%. A empresa atualizou suas estimativas e, agora, projeta uma produção de 328 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em 2024. Para 2025, a expectativa é de 325 milhões a 335 milhões de toneladas. Já as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) terminaram em alta: enquanto as ordinárias (PETR3) subiram 0,12%, as preferenciais (PETR4) registraram valorização de 0,89%, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de petróleo no exterior.
No setor financeiro, o destaque ficou com Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), que subiram 1,12% e 1,22%, respectivamente. Para Inácio Alves, analista da Melver, apesar de a sessão ter sido marcada por uma recuperação do Ibovespa, o índice ainda precisa de mais gatilhos para se firmar em alta daqui para frente. “Embora o índice tenha se recuperado levemente, ele ainda encontra-se em tendência de baixa e, por análise técnica, ainda é necessário uma confirmação de fim do movimento de queda”, ressalta.
Em Nova York, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,05%, e 0,4%, respectivamente, enquanto o Dow Jones caiu 0,17%. A abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos passou de 7,372 milhões em setembro para 7,744 milhões em outubro. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam abertura de 7,44 milhões de vagas no período. Agora o mercado aguarda os dados do payroll (relatório oficial de emprego), que devem ser divulgados na sexta-feira (6).
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje encerrou em baixa de 0,16% cotado a R$ 6,0584, oscilando entre máxima a R$ 6,0954 e mínima a R$ 6,0320. “A gente já esperava a queda do dólar, porque a gente teve nos últimos dias uma alta exponencial da moeda e ela tende a dar uma equilibrada. Mas tivemos também a divulgação do PIB, que veio acima do esperado e deu um conforto para os investidores”, avalia Lucélia Freitas Aguiar, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Brava Energia (BRAV3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Ambev (ABEV3).
Brava Energia (BRAV3): 9,05%, R$ 21,08
As ações da Brava Energia (BRAV3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje, finalizando a sessão com ganhos de 9,05% a R$ 21,08. Os papéis da empresa foram beneficiados pela valorização dos contratos futuros de petróleo. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para janeiro fechou em alta de 2,70%, a US$ 69,94 o barril, enquanto o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 2,49%, a US$ 73,62 o barril.
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A BRAV3 está em alta de 6,04% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 18,83%.
Caixa Seguridade (CXSE3): 4,55%, R$ 14,95
Quem também se saiu bem foi a Caixa Seguridade (CXSE3), que avançou 4,55% a R$ 14,95. Em relatório, o Citi elevou a recomendação da empresa de neutra para compra. O banco disse que a companhia é sua principal escolha no setor, destacando a continuidade do forte impulso nos prêmios de seguros habitacionais, controle no índice de sinistralidade, alto dividend yield (rendimento via dividendo) e menor volatilidade nos lucros em comparação aos pares.
A CXSE3 está em alta de 2,89% no mês. No ano, acumula uma valorização de 24,27%.
Ambev (ABEV3): 4,53%, R$ 13,85
Entre os destaques positivos, estiveram também os papéis da Ambev (ABEV3), que subiram 4,53%, terminando o dia cotados a R$ 13,85. Os ativos estenderam os ganhos da véspera, quando já haviam avançado 4,08% e liderado os ganhos do Ibovespa.
A ABEV3 está em alta de 8,8% no mês. No ano, acumula uma valorização de 0,87%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Petz (PETZ3), Embraer (EMBR3) e Eztec (EZTC3).
Petz (PETZ3): -4,09%, R$ 4,22
As ações da Petz (PETZ3) sofreram uma queda de 4,09% e terminaram o dia cotadas a R$ 4,22. Os papéis da empresa, mais sensíveis aos ciclos econômicos, foram pressionados pelo avanço dos juros futuros.
A PETZ3 está em baixa de 1,86% no mês. No ano, acumula uma valorização de 13,75%.
Embraer (EMBR3): -2,66%, R$ 56,08
Outro destaque negativo foram os papéis da Embraer (EMBR3), que recuaram 2,66%, terminando o dia cotados a R$ 56,08. O movimento foi de correção, já que os ativos da empresa acumulam a maior alta dentre as ações do Ibovespa no ano.
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A EMBR3 está em baixa de 3,53% no mês. No ano, acumula uma valorização de 150,47%.
Eztec (EZTC3): -2,53%, R$ 11,93
Quem também se saiu mal no Ibovespa hoje foi a Eztec (EZTC3), que recuou 2,53% a R$ 11,93, também pressionada pelo avanço dos juros futuros.
A EZTC3 está em baixa de 5,77% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 31,48%.
*Com Estadão Conteúdo