“Hoje vemos uma correção, tanto no mercado brasileiro quanto nos internacionais. Não porque o cenário tenha melhorado, mas porque simplesmente não houve novidade relevante sobre a guerra no Oriente Médio. Ela continua, evidentemente, mas o fluxo de notícias perdeu intensidade”, diz Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.
Segundo Santana, o mercado agora aguarda novos desdobramentos para decidir se retoma o movimento defensivo ou se encontra espaço para alguma acomodação, especialmente se surgirem sinais de acordo em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O petróleo terminou o dia próximo à estabilidade. O barril do WTI para abril fechou em alta de 0,13% a US$ 74,66 e o Brent para maio encerrou estável a US$ 81,40 o barril. As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) tiveram mais um dia de queda nesta quarta-feira. Os papéis ordinários da petroleira (PETR3) cederam 0,72% a R$ 44,06, enquanto os preferenciais (PETR4) recuaram 1,1% a R$ 40,5.
O dia foi positivo para as demais ações do setor petroleiro. Prio (PRIO3) subiu 0,73% a R$ 55,52, enquanto Brava Energia (BRAV3) avançou 1,07% a R$ 18,81 e Petrorecôncavo (RECV3) teve alta de 1,63% a R$ 12,5.
Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq subiram 0,78%, 0,49%, 1,29%, respectivamente. A agenda trouxe o relatório da ADP sobre a criação de empregos no setor privado dos EUA, que mostrou uma criação de 63 mil empregos em fevereiro. A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de geração de 50 mil postos de trabalho no mês passado.
O dólar hoje fechou em baixa de 0,89% cotado a R$ 5,2182. “O dia foi marcado por um movimento de acomodação nos mercados após o estresse observado no pregão anterior. A estabilização dos preços do petróleo, depois da forte alta provocada pela escalada das tensões no Oriente Médio, ajudou a aliviar parte da pressão sobre o dólar”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram GPA (PCAR3), Braskem (BRKM5) e Magazine Luiza (MGLU3).
GPA (PCAR3): 14,67%, R$ 2,97
As ações do GPA (PCAR3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 14,67% a R$ 2,97. A empresa conseguiu recuperar parte das perdas da última sessão, quando tombou 17,78%.
A PCAR3 está em baixa de 3,57% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 21,84%.
Braskem (BRKM5): 13,72%, R$ 10,86
Quem também se saiu bem foi a Braskem (BRKM5), com alta de 13,72% a R$ 10,86.
A BRKM5 está em alta de 13,24% no mês. No ano, acumula uma valorização de 37,64%.
Magazine Luiza (MGLU3): 5,89%, R$ 9,53
As ações do Magazine Luiza (MGLU3) completaram os destaques positivos e avançaram 5,89% a R$ 9,53. Os papéis cíclicos, mais sensíveis aos ciclos econômicos, foram beneficiados pelo recuo dos juros futuros na sessão.
A MGLU3 está em alta de 1,93% no mês. No ano, acumula uma valorização de 6,6%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Raízen (RAIZ4), Assaí (ASAI3) e Suzano (SUZB3).
Raízen (RAIZ4): -13,04%, R$ 0,6
As ações da Raízen (RAIZ4) lideraram as perdas do Ibovespa hoje e tombaram 13,04% a R$ 0,6. Na última sessão, haviam disparado 6,15%.
A RAIZ4 está em baixa de 4,76% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 25,93%.
Assaí (ASAI3): -3,35%, R$ 8,36
Os papéis do Assaí (ASAI3) encerraram em baixa de 3,35% a R$ 8,36 e estenderam as perdas de terça-feira (3), quando recuaram 6,49%.
A ASAI3 está em baixa de 10,49% no mês. No ano, acumula uma valorização de 16,11%.
Suzano (SUZB3): -1,34%, R$ 56,5
Completando os destaques negativos do Ibovespa hoje, a Suzano (SUZB3) cedeu 1,34% a R$ 56,5.
A SUZB3 está em baixa de 2,59% no mês. No ano, acumula uma valorização de 9,82%.
*Com Estadão Conteúdo