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Mercado

Visa: ‘Aumentar limite do pagamento por aproximação ajuda o consumidor’

Percival Jatobá, vice-presidente de inovação, falou com o E-Investidor sobre o tema

Percival Jatobá, vice-presidente de Inovação e Soluções da Visa do Brasil. Foto: Divulgação/Visa
  • Pagamento contactless cresceu 565% e movimentou R$ 6 bilhões no Brasil em 2019
  • Bancos chegaram a um acordo para novo limite, que deve ser de, no mínimo, R$ 100
  • Vice de inovação da Visa diz que adesão de novos setores também irá acelerar o crescimento do pagamento sem senha

Os bancos chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (27), para subir o limite de pagamento por aproximação no cartão, que dispensa o uso de senha. O limite atual, de R$ 50, deve ser, no mínimo, dobrado e ter um valor único para toda a indústria, como informou o Estadão/Broadcast. Um novo impulso para um mercado em expansão acelerada.

Os pagamentos por aproximação de cartões da Visa no Brasil foram cinco vezes maior em março de 2020 em comparação ao mesmo mês de 2019, de acordo com dados da Visa Consulting & Analytics. A empresa também informou que alcançou, em dezembro do ano passado, o marco de 7 milhões de transações mensais com a tecnologia. Os dados são de antes da crise da covid-19, em que o distanciamento social criou condições para nova expansão.

Como prova disso, dados da Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que os pagamentos por aproximação aumentaram de R$ 903 milhões para R$ 6 bilhões entre 2018 e 2019. Isso representa um salto de 565%.

Em entrevista ao E-Investidor, Percival Jatobá, vice-presidente de Inovação e Soluções da Visa do Brasil, comentou sobre as estratégias da empresa para dar esse salto no uso de seus cartões com a tecnologia e as expectativas no segmento pós-pandemia. A entrevista é anterior ao acordo dos bancos, mas, ainda assim, Jatobá já apontava que o aumento do limite era um caminho natural.

“Aumentar o limite devido ao uso recorrente facilita o dia a dia do consumidor e do comércio”, afirmou.

Confira os principais trechos da entrevista:

O que mudou em um ano para ter esse salto no número de transações?

“O uso dos pagamentos por aproximação tem crescido bem antes da pandemia. Vemos uma tendência desde o ano passado. Afinal, este é o próximo passo no roadmap tecnológico quando se pretende mais conveniência, agilidade e segurança. Queremos ingressar em novos segmentos que a indústria de pagamentos antes não estava. Ou seja, esse crescimento certamente irá continuar.

Isso é um movimento de indústria e mais instituições de pagamento passam a emitir não apenas o cartão com a tecnologia, mas também a embarcar mais credenciais de pagamento em celulares, pulseiras, relógios etc.

Da mesma forma, vemos que mais estabelecimentos comerciais estão aceitando o pagamento por aproximação e toda a indústria tem trabalhado unida para reforçar os benefícios dessa inovação.”

Quais foram as estratégias para conseguir esse resultado?

“O uso dos pagamentos por aproximação no transporte público, por exemplo, tem mostrado que a adoção é muito rápida quando seus benefícios são entendidos. A recorrência aumenta bastante.

Implantamos o sistema no metrô do Rio de Janeiro e em diversas linhas de ônibus em São Paulo no ano passado, possibilitando o pagamento usando cartões, celulares e outros dispositivos que funcionam com a tecnologia NFC.

Com a nova forma de pagamento, o passageiro não precisa sacar dinheiro, perder tempo em filas ou lembrar do trocado da passagem do ônibus. Essa opção de pagamento tem sido um sucesso e cada dia as pessoas usam mais, extrapolando para compras no comércio e em seu cotidiano. Essas novidades agradam ao consumidor, porque ajudam em seu dia a dia.”

Por que é interessante para a Visa impulsionar o pagamento contactless?  

“O pagamento por aproximação é o próximo passo lógico rumo a digitalização dos pagamentos. A principal questão aqui é o chamado empoderamento do consumidor, que tanto falamos na Visa. As pessoas buscam cada vez mais soluções que atendam às suas necessidades e que estejam inseridas na maneira como se relacionam socialmente.

O nosso trabalho como empresa é oferecer diferentes formas de pagar para que os consumidores escolham qual delas melhor se adequará ao seu cotidiano. E muitas vezes a resposta poderá ser mais de um meio de pagamento.

Pode ser que hoje eu esteja na praia e queira pagar com minha pulseira, mas amanhã no shopping eu use meu cartão. Cada um vai escolher a melhor forma que lhe convir.”

Os pagamentos por aproximação devem crescer por conta da pandemia de coronavírus?  

“Acreditamos que o pagamento por aproximação continue nessa crescente independentemente da pandemia. Apesar de a Visa sugerir nesse momento que, se possível, dê preferência aos cartões com tecnologia de pagamento por aproximação, sabemos que o uso da tecnologia está atrelado ao entendimento de seus benefícios.

Quanto mais você usa mais vê valor. Além de convenientes, rápidos e seguros, os pagamentos sem contato podem contribuir com a proteção pessoal, uma vez que, em geral, não precisam ser entregues ao atendente de um estabelecimento comercial para que a transação ocorra.

Essa tem sido nossa aposta, pois acreditamos muito que a velocidade, conveniência e segurança dos pagamentos eletrônicos são quase inigualáveis e podemos adaptá-los a qualquer nova realidade.”

Por que não aumentar o limite de R$ 50 por transação se o interesse e adesão cresceram?

“Vendo esse aumento de uso por aqui, a Visa tem feito um movimento junto com a indústria para elevar esse limite de transação sem o uso da senha – entendemos ser um movimento da indústria como foi quando se estabeleceu o valor de R$ 50.

Em outras 25 geografias isso já aconteceu, e o Brasil não pode ficar para trás, como foi o caso dos EUA e Inglaterra, que já usam a tecnologia de aproximação há mais tempo e sentiram a necessidade de aumentar o limite devido ao uso mais recorrente, para facilitar o dia a dia do consumidor e o do comércio.”

/COLABOROU: VALÉRIA BRETAS

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