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Mercado

Magalu (MGLU3): ações acumulam alta de 43% em novembro. Vale investir?

O papel deve encerrar o mês no ranking das maiores altas do Ibovespa de novembro

Por Daniel Rocha

30/11/2023 | 3:00 Atualização: 30/11/2023 | 7:20

Fachada do Magazine Luíza (MGLU3). (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
Fachada do Magazine Luíza (MGLU3). (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) devem encerrar novembro com uma das maiores altas do Ibovespa no acumulado mensal. Segundo os dados do Broadcast, os papéis apresentam uma valorização de 43,6% desde o dia 1º de novembro até quarta-feira (29). O desempenho perde apenas para as ações da Marfrig (MRFG3) e da Siderúrgica Nacional (CSAN3) que possuem as maiores altas de novembro, até o momento, com ganhos de 60% e de 45%, respectivamente.

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Os avanços da varejista aconteceram no mesmo período em que a companhia informou ao mercado sobre a presença de incorreções contábeis referentes ao reconhecimento de bônus, relacionados às metas de desempenho dos fornecedores. Segundo analistas, os ganhos refletem uma melhora no cenário macroeconômico, o que favorece as ações da varejista que foram bastante penalizadas pelo ciclo de alta de juros. No acumulado do ano, as perdas chegam a 30%.

  • Leia mais: Preços da Shein mudam e varejo brasileiro acirra competição. Quem ganha?

“Houve uma melhora global para os ativos de risco no período após a tese de “pouso suave” (permanência do ciclo de aperto monetário sem causar uma recessão econômica) nos Estados Unidos ganhar força. Então, qualquer melhora no cenário termina impulsionando um pouco mais que a média”, diz Lucas Lima, analista da VG Research.

Vale lembrar que, desde julho, o Federal Reserve (FED), Banco Central norte-americano, mantém a taxa de juros por lá no intervalo de 5,25% a 5,50%.

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Já no Brasil, o movimento segue diferente. Nas últimas três reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), reduziu em 1,5 pontos percentuais a Selic, a taxa básica de juros e a tendência é que mais um corte ocorra até o fim do ano. Segundo o boletim Focus, os analistas de mercado estimam que a taxa de juros encerre 2023 a 11,75% ao ano.

O outro motivo que pode ter influenciado na performance das ações foi o resultado do balanço referente ao terceiro trimestre deste ano da companhia. A varejista reportou um lucro de R$ 331,2 milhões durante os meses de julho a setembro, graças a créditos tributários. Segundo Victor Bueno, sócio e analista de Ações da Nord Research, alguns investidores podem ter enxergado na companhia uma oportunidade de investimento diante do resultado reportado no balanço.

“O problema é que, sem a ajuda dos créditos tributários, a empresa entregou mais um prejuízo líquido, mas pareceu que o resultado foi positivo”, afirma Bueno. Ou seja, se não fosse por esse evento não recorrente, a companhia teria reportado um prejuízo de R$ 143 milhões. Apesar desse aspecto negativo, o analista da Nord ressalta que o mercado enxerga a companhia como a melhor opção em relação aos seus pares.

Qual é a recomendação?

O ambiente econômico ainda permanece desafiador para o varejo diante da taxa de juros ainda em patamares elevados, mesmo com o início do ciclo de queda da Selic, e o alto índice de inadimplência entre os brasileiros, o que impacta nas vendas do varejo.

Diante do desafio, a Nord Research não mantém recomendação de compra para o papel. Já a Genial Investimentos orienta ao investidor manter posição no papel e possui um preço-alvo de R$ 2,10. Ou seja, prevê um potencial de valorização de 7,14% no papel para os próximos meses.

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“Embora acreditemos no potencial de crescimento da empresa, entendemos que Magalu possivelmente enfrentará pressões de curto prazo devido à alta alavancagem (R$ 3,00 bilhões em dívidas a vencer no curto prazo)”, informou a corretora ao comentar o seu balanço no dia 14 de novembro.

A repercussão das incorreções contábeis também deve repercutir de forma negativa para a companhia ao ponto de pesar na performance do papel. A XP e a Ágora Investimentos também possuem recomendação neutra para o papel com um preço-alvo de R$ 2,50 e de R$ 4,50, respectivamente.

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