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Mercado

A maldição de maio vai se repetir em 2020?

Desde 1995, o Ibovespa tem o maior número de quedas no mês

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A Avenida Faria Lima, em São Paulo, já sofre com esvaziamento causado pelo coronavírus (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
  • Levantamento sobre o índice Dow Jones mostra que o mês de maio é considerado “maldito”
  • Apesar de ser tratado como superstição pelo mercado financeiro, o fenômeno também se repete no Brasil
  • Desde 1995, o principal indicador da B3 acumula 17 quedas em maio em 25 anos

(Com Ernani Fagundes) – Há um ditado inglês que provoca pavor nos investidores globais do mercado de ações: sell in may and go away (venda em maio e vá embora, em uma tradução livre).

Essa história remete à bolsa de valores e aos potenciais prejuízos no quinto mês do ano. O Stock Trader’s Almanac, que estuda os ciclos do mercado americano de ações, fez um levantamento sobre o comportamento do índice Dow Jones desde 1950. O resultado mostra por que maio é considerado “maldito”.

No período quente do ano no Hemisfério Norte, o retorno médio era de apenas 0,3% ante uma rentabilidade de 7,5% nos meses frios. Essa diferença foi válida até 2013. Desde então, a longa expansão da economia dos Estados Unidos distorceu os números – mais de 120 meses consecutivos de crescimento. “Maio marca o começo do verão nos Estados Unidos e muitos investidores vendem suas posições quando não vão acompanhar o mercado financeiro nas férias”, diz Ernani Reis, analista da casa de análise Capital Research.

A chamada ‘maldição’ de maio é tratada como superstição pela maioria dos gestores, analistas e investidores experientes. Mas esse fenômeno de perdas se repete no Brasil. Desde 1995 (primeiro ano completo do Plano Real), o principal indicador da B3 acumula 17 quedas em maio em 25 anos – ainda falta ver se 2020 ampliará essa liderança. É o mês com a maior quantidade de baixas e, também, com o pior retorno médio (-1,39%). Além disso, os negócios na Bolsa diminuem. Desde 2004, foram realizadas 360 aberturas de capital (IPO) de empresas ou ofertas secundárias (follow-on) de ações, mas apenas nove delas ocorreram em maio.

“Um período mais longo mostra a correlação existente entre a bolsa brasileira com o mercado americano, mas isso mudou a partir dos anos Dilma Rousseff, com a recessão no País e o crescimento nos EUA”, afirma Marco Saravalle, analista independente de investimentos. “Nos últimos anos, o Joesley Day [divulgação da gravação de Joesley Batista com o ex-presidente Michel Temer], em 2017, e a Greve dos Caminhoneiros, em 2018, acabaram sendo os fatores extraordinário que intensificaram as quedas em maio.”

Com a alta de 2,74% na sexta-feira (8), o retorno no mês está apenas 0,3% negativo e não há uma indicação clara de como pode ser o resultado final. Há motivos para esperar um resultado diferente, principalmente porque os investidores estrangeiros já têm se afastado da Bolsa brasileira. No início de março, eles remeteram para o exterior US$ 45 bilhões, o equivalente a todo o ano de 2019. “Nosso maio veio em março passado, quando o Ibovespa caiu 29,9%”, diz Ricardo Almeida, CEO da Bradesco Asset Management (Bram). “Minha visão é cautelosa e otimista. Pode até ser um mês de recuperação, um maio mais tranquilo desde que a gente não tenha mais episódios extraordinários como os de 2017 e 2018.”

No entanto, é preciso analisar que os dados macroeconômicos do Brasil e do mundo começarão a vir à tona ao longo do mês, desde o tombo no PIB do primeiro trimestre, que será um indicativo para a projeção dos próximos trimestres, até os resultados financeiros das empresas, que não devem surpreender positivamente os analistas. Além dos indicadores globais de novos casos de covid-19, a tensão entre Estados Unidos e China continua no radar. “Maio vai reforçar a má fama? Há uma série de fatores que são mais negativos e estou preocupado”, afirma Inácio Ponchet, sócio da gestora BLP Asset Mangement. “Minha posição é mais defensiva e cautelosa, pois pode ser um mês de muita realização.”

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