Mesmo com os números da vacinação chegando a um patamar satisfatório, o principal índice da Bolsa brasileira fechou agosto em queda acumulada de 2,48%, resultado da digestão de riscos político e fiscal no País. Apesar da queda ter sido menor que o mês anterior, quando a queda foi de 3,94%, agosto trouxe diversos desafios para o mercado. A projeção da inflação para o ano alcança 7,27%, de acordo com o Boletim Focus da última sexta-feira (27). No mês, Embraer (EMBR3), CPFL Energia (CPFE3), Braskem (BRKM5), Suzano (SUZB3) e Cemig (CMIG4) registraram as maiores altas acumuladas, com 25,12%, 14,93%, 13,71% 13,08% e 12,23%, respectivamente. As maiores baixas ficaram com Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), Qualicorp (QUAL3), Ultrapar (UGPA3), Via (VIIA3) e Lojas Americanas (LAME4), os papéis caíram, 23,26%, 17,94%, 17,54%, 17,39%, e 16,93% no período, respectivamente. Para o analista da Constância Investimentos Gustavo Akamine, as empresas de caráter defensivo foram os destaques do índice neste mês. “São aqueles papéis que, em um período de maior volatilidade, as pessoas começam a olhar com um pouco mais de segurança. Isso acontece por conta de alguns fatores como a força do domínio no setor e maior previsibilidade dos resultados”, afirma. Segundo Akamine, Suzano, Porto Seguro, Totvs, Rede D’or e Tim são exemplos de empresas com perfil defensivo que figuraram entre o lado positivo do indicador. “O inverso também é verdade. Empresas de caráter cíclico caíram mais, principalmente aquelas que foram beneficiadas no período anterior, como o e-commerce”, diz. Para o time de analistas da Inversa, o reflexo dos dados econômicos e o direcionamento da política monetária nacional e externa afetaram os resultados. Além disso, a temporada de balanços foi decisiva, seja para os maiores ganhos refletindo resultados aprovados pelos investidores ou pelos número abaixo das expectativas.