

Os papéis da Méliuz (CASH3) disparam nesta sexta-feira. 3. A ação ordinária da companhia chegou a subir mais de 20%, com a cotação máxima no dia em R$ 3,28. A valorização foi tamanha que as ações entraram em leilão (mecanismo da bolsa para controlar oscilações) após atingirem a oscilação máxima permitida.
Notícias corporativas e o cenário de queda dos juros sustentaram a forte valorização. Na noite desta terça, 2, a empresa informou que bateu recorde de valor bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) em novembro. Foram R$ 923 milhões, uma alta anual de 87%, e o maior valor para um único mês.
O resultado, para a empresa, reflete o saldo do Festival das Blacks, promovido em novembro, e que gerou mais dois recordes: crescimento de 82% em novos compradores e alta de 70% no total de compradores, ambos na comparação com novembro de 2020.
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A CASH3 encerrou a quinta-feira, 2, com baixa de 1,51%, negociada a R$ 2,61. Nesta sexta, a ação abriu o pregão cotada a R$ 2,76, valor 5,75% maior que o preço da véspera.
Às 13h30min, o papel era cotado R$ 3,08, uma valorização de 18,01%, a maior do Ibovespa na sessão. O valor é o dobro da segunda maior alta diária do índice, vista nos papéis da Locaweb (LWSA3), na casa dos 9%.
O BTG ressaltou em relatório que, no ano passado, novembro representou 52% de todo o GMV do quarto trimestre para a Méliuz. Considerando a estimativa do banco de R$ 1,5 bilhão para o quarto trimestre de 2021, essa proporção chegaria a 63% neste ano.
“Supondo que nossas estimativas do quarto trimestre estejam corretas, o crescimento implícito do GMV para outubro/dezembro seria de 18%, na comparação anual, o que parece baixo considerando o forte histórico da empresa. No geral, vemos algum risco de alta em nosso número GMV do 4º trimestre, embora não deva ser muito mais alto do que o que estamos modelando”, escreveram os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura.
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O BTG avalia que, neste ano, a empresa tornou-se muito mais capitalizada (após o seu follow on), puxou o gatilho em várias fusões e aquisições e está mais “poderosa” do que era durante o IPO. Por isso, o banco reiterou recomendação de compra para CASH3, com preço-alvo de R$ 6 em um ano.