Também na agenda econômica hoje, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, segue em Washington para as reuniões promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, assim como os diretores Diogo (Política Econômica) e Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa no sábado (26) do funeral do papa Francisco em Roma. Ainda, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define bandeira tarifária de energia elétrica para maio.
Mercado financeiro hoje: os destaques desta sexta-feira
Bolsas internacionais de olho em China e big techs
As bolsas europeias sobem, mas o fôlego é curto no mercado futuro das bolsas de Nova York, com queda do Dow Jones, em meio a balanços mistos. Os resultados da Alphabet (GOGL34) empolgaram e as ações disparavam ao redor de 5% nesta manhã, enquanto os números da Intel (ITLC34) decepcionaram e os papéis caíam 6%.
O mercado deve repercutir a notícia de que o governo chinês considera suspender sua tarifa de 125% sobre algumas importações dos EUA. Além disso, Pequim anunciou medidas para impulsionar a economia. Entre elas estão cortes de juros, apoio a empresas em dificuldades e estímulo ao setor habitacional. O governo também promete reforçar o emprego, a produção agrícola e estabilizar os preços dos alimentos.
O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que espera que haja “notícias positivas em breve sobre o comércio” com diversos países. O governo Trump sofreu várias derrotas judiciais em áreas como imigração, eleições e políticas de diversidade. Juízes barraram ações contra programas de diversidade, equidade e inclusão, além de mudanças eleitorais.
Balanço da Vale (VALE3)
A Vale registrou lucro líquido de US$ 1,394 bilhão no primeiro trimestre deste ano, queda de 17% ante igual período de 2024. Na comparação trimestral, a mineradora reverteu o prejuízo de US$ 694 milhões reportado no quarto trimestre de 2024. Veja aqui o balanço da Vale na íntegra.
Segundo a mineradora, os maiores volumes de vendas e menores custos unitários em minério de ferro, combinados com o melhor desempenho da Vale Base Metals, compensaram “parcialmente” o impacto dos menores preços de minério e níquel.
IPCA-15: o que esperar da prévia da inflação no País?
O IPCA-15 está previsto para 9 horas (de Brasília) e deve guiar as apostas sobre a interrupção do ciclo de alta da Selic pelo Banco Central (BC). A expectativa é de desaceleração do índice para alta de 0,42%, ante 0,64% em março. Para a inflação no Brasil em 12 meses, a mediana, no entanto, indica aceleração de 5,26% para 5,49%, mas os núcleos também devem arrefecer, segundo o Projeções Broadcast.
Commodities: petróleo e minério recuam
O petróleo hoje exibe queda e se encaminha para terminar a semana com perdas, à medida que incertezas sobre o alívio nas tensões comerciais entre EUA e China e a ameaça de oferta excessiva da commodity deixam o cenário nebuloso. Nesta manhã, o barril do petróleo WTI para junho caía 0,24%, enquanto o do Brent para julho cedia 0,29%.
Entre as commodities, o minério de ferro hoje fechou em queda de 1,87%, cotado a 709 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 97,27 em Dalian, na China.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale recuavam 1,44% no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) cediam 0,26% no mesmo horário.
O que esperar do Ibovespa hoje?
O cenário mais tranquilo no exterior pode favorecer os ativos no Brasil, em meio ainda ao IPCA-15 de abril. O EWZ, principal fundo de índice (ETF, fundo de investimento negociado em bolsa de valores como se fosse uma ação) brasileiro negociado em Nova York, subia 0,90% nesta manhã.
Entretanto, a queda do minério de ferro e do petróleo são fatores que podem limitar o apetite no Ibovespa hoje.
Esses e outros assuntos ficam no radar do mercado financeiro hoje.
* Com informações do Broadcast