Na China serão conhecidos no final da noite o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, a produção industrial e vendas no varejo de dezembro. O primeiro-ministro do país, Li Qiang, disse nesta terça-feira em Davos que o PIB cresceu 5,2% em 2023.
Os investidores se mostram mais na defensiva nesta manhã e as bolsas internacionais recuam, enquanto o dólar sobe ante moedas fortes e emergentes. Na Europa, as bolsas pioraram após dados da região. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 3,7% em dezembro, de 3,2% de novembro, em linha com o esperado. Na última segunda (15), dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) se mostraram cautelosos em relação a eventuais reduções de juros em 2024.
Já a taxa de desemprego do Reino Unido segue na mínima histórica de 4,2% no trimestre até novembro de 2023, mas o salário semanal médio desacelerou para avanço anual de 6,6% ante o ganho de 7,2% registrado no trimestre até outubro, aumentando as chances de eventual relaxamento monetário por parte do Banco da Inglaterra (BoE), o que derrubou a libra mais cedo.
No Brasil
O ambiente mais cauteloso lá fora deve contaminar o humor local. O EWZ, principal fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) brasileiro negociado em Nova York, caía 0,76% no pré-mercado às 7 horas, os ADRs da Vale (VALE3) perdiam 0,47%, mas os da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,19% em meio ao avanço moderado do petróleo.
O dólar mais forte e avanço dos retornos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) tendem a pressionar para cima os juros futuros e pesar no real.
O investidor brasileiro olha nesta terça-feira o dado de serviços, que deve avançar 0,5% em novembro, após queda de 0,6% em outubro, e também acompanha as negociações em torno dos impostos da folha de pagamento. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negociam uma transição para o fim da desoneração da folha de pagamentos que dê tempo de adaptação aos 17 setores hoje atendidos pelo programa.
Ao deixar a reunião com Haddad e Pacheco, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que uma decisão sobre a medida provisória (MP) só sairia na volta do recesso parlamentar. A reoneração faz parte do esforço do governo em cumprir a meta de déficit zero em 2024. Um eventual estouro da meta pode tirar até R$ 16,2 bilhões do espaço fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, ano de disputa presidencial na qual o petista deve tentar a reeleição.
Agenda
A agenda desta terça-feira traz a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de novembro (9h00). O Tesouro faz leilão de NTN-B e LFT (11h00). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento do Banco do Brasil em Brasília (17h20).
No exterior, destaque para os balanços de Goldman Sachs e Morgan Stanley antes da abertura dos mercados. Nos Estados Unidos, sai o índice de atividade industrial Empire State (10h30) e o diretor do Federal Reserve Christopher Waller participa de evento (13h00).
Prossegue o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. E a China publica o PIB do quarto trimestre, a produção industrial e vendas no varejo de dezembro (23h00).