O mercado digere a derrota do governo com a aprovação ontem na Câmara do projeto de lei que define um marco temporal para a demarcação de terras indígenas no País por 283 votos a 155. O texto era uma demanda dos ruralistas e foi votado sob protesto de parlamentares de esquerda e movimentos indígenas. Governistas já falam em recorrer à Justiça contra a votação em que saíram derrotados.
A decepção com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial oficial da China traz cautela aos mercados globais antes da votação sobre o teto de dívidas dos EUA. O PMI caiu 49,2% para 48,8% em maio, ficando bem abaixo da expectativa (49,5%) e apontando contração mais intensa na manufatura da segunda maior economia do mundo
Além disso, o investidor terá de lidar hoje com incertezas sobre a aprovação do acordo sobre o teto da dívida dos EUA, que atraiu críticas não apenas de republicanos, mas também de democratas. Sem um teto maior, o governo americano já não poderá mais pagar suas contas a partir dos primeiros dias de junho.
Há pouco, as bolsas europeias e futuros de Nova York estavam em queda, e os contratos do petróleo tinham perdas de ao redor de 2%, ampliando os tombos de mais de 4% da sessão anterior.
Agenda
A agenda desta quarta-feira (31) traz a divulgação da taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua no trimestre até abril (09h), além da geração de postos de trabalho apurada pelo Caged (14h). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento tributário (14h).
No exterior, três dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) discursam (09h50, 13h20 e 14h30). O BC dos EUA publica o Livro Bege (15h). E a Câmara dos Representantes deve votar o projeto que suspende o teto da dívida até 2025.
*Com informações do Broadcast