Ao mesmo tempo, a notícia de coordenação para organizar o tráfego no Estreito de Ormuz trouxe um breve respiro, reduzindo a aversão ao risco em parte do dia e tirando força do movimento defensivo. As bolsas de Nova York recuam, enquanto a Europa opera sem direção única.
No Brasil, o pregão do Ibovespa hoje começou com pressão, mas a alta do petróleo ajuda a B3 a diminuir a queda. O avanço da commodity deu tração às ações ligadas a óleo e gás e funcionou como “colchão” para o índice, enquanto o restante do mercado financeiro ainda digere o ambiente de cautela. Veja todos os detalhes aqui.
No câmbio, o dólar chegou a encostar em R$ 5,19 na máxima, mas voltou a ceder e opera perto de R$ 5,15, em linha com o alívio momentâneo e com o suporte de fluxo para ativos locais – cobertura completa aqui.
Já a curva de juros futuros opera sem direção definida, mas acompanhando a melhora do real. O dado de produção industrial acima do esperado ficou em segundo plano diante da dinâmica petróleo–câmbio–juros que guiou os preços ao longo do dia.
As ações de destaque no Ibovespa hoje
Entre as ações do índice, o tom do pregão foi de seletividade: bancos e companhias cíclicas ficaram pressionados, com quedas em nomes de crédito e consumo/discricionário e também no setor imobiliário.
Em contrapartida, Petrobras (PETR3; PETR4) avançou com força e o bloco de óleo e gás ganhou tração, com destaque adicional para Prio (PRIO3), que também reagiu positivamente a números de produção de março. Em papéis específicos, Hapvida (HAPV3) cedeu com ruído de governança após manifestação de acionista relevante, enquanto Axia (AXIA3) teve atenção por movimentos ligados à reorganização societária e agenda de governança/mercado.